Regional

Novos prefeitos, planos ousados

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Com os eleitos em outubro, cidades da região já sabem bem quem irá administrá-las nos próximos quatro anos. O eleitor espera que cada um cumpra seu papel da melhor forma, melhorando os municípios. Os programas de governo apresentados pelos então candidatos devem, a partir do próximo ano, sair do papel.

Em cada um dos municípios, os administradores enfrentarão um tipo de desafio que poderá ser solucionado ou não - alguns dependem de verbas do governo estadual, federal e que nem sempre são liberadas. Em alguns deles, o novo prefeito enfrentará a oposição da Câmara Municipal e, em outros, contará com o apoio total.

Se para o eleito, os momentos que antecedem a posse é dedicado a tomar pé da situação real da prefeitura, para o eleitor é de ansiedade, especialmente nos municípios onde o novo prefeito está assumindo pela primeira vez e a população vai conhecer o seu jeito próprio de administrar os bens públicos. O JC iniciou semana passada uma série com alguns dos eleitos e, hoje, continua no tema.

 

Na prática

Em Itapuí (44 quilômetros de Bauru) – foto -, o eleito José Eduardo Amantini pretende tratar o esgoto, e com isso, atrair novas empresas e oferecer mais qualidade de vida à população. Ele quer reformar a prainha para contar com a visitação dos turistas. Outra ação que figura como prioridade é qualificar a mão de obra para evitar que os moradores tenham que se deslocar todos os dias para trabalhar em cidades vizinhas. 

Em Iacanga (50 quilômetros de Bauru), Francisco Donizete dos Santos, o eleito, pretende construir casas populares e fazer da cidade um ponto turístico regional. O tratamento de esgoto já está pronto. Ele quer reformular a prainha, buscar empresários para a construção de hotéis e restaurantes para servir o turista. 

 

Corte de gastos

Em Botucatu (100 quilômetros de Bauru), o prefeito reeleito, João Cury Neto, quer entregar obras que foram iniciadas na 1ª gestão, tanto as viabilizadas através de recursos do governo do Estado como aquelas que contaram com investimentos próprios. Outra ação que não ficará fora da prioridade dele é o corte de gastos com a melhora da gestão.

Para ele, a maior dificuldade em administrar Botucatu é fazer com que as “forças vivas” da cidade estejam articuladas para um esforço coletivo a favor daquilo que a população espera.

“Isso envolve uma articulação muito grande. Temos que ver as demandas que a população apresenta e reunir as condições necessárias para que seja dada uma resposta”.

 

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