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Copa Paulista: Vale mais do que a

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 3 min

O Noroeste entra em campo hoje, a partir das 11h, diante do Velo Clube, no Estádio Alfredo de Castilho, com o objetivo de voltar à final da Copa Paulista após sete anos do título de 2005. Para atingir a meta, o time bauruense precisa vencer por qualquer placar no tempo regulamentar - o jogo de ida terminou em 0 a 0 e um novo empate leva a definição para as penalidades.

Porém, mais do que garantir o direito de disputar um título, a classificação mantém o técnico Moisés Egert, já acertado com o Barbarense para o Paulista, por mais duas partidas em Bauru e credencia o Norusca a tentar “salvar” um ano complicado, que teve a saída da família Garcia do comando administrativo e financeiro do clube, com uma conquista, faturando ainda uma vaga na Copa do Brasil do próximo ano. A outra semifinal opõe Ferroviária e Audax, que se enfrentariam ontem.

Egert não permanecerá em Bauru em 2013, mas quer deixar o comando alvirrubro com um título. O treinador enfatizou aos jogadores a oportunidade de entrar para a história do centenário Noroeste. Para isso, é preciso, antes, superar o time de Rio Claro. “É um momento de superação, decisivo. Cada um tem que ter consciência de que é importante para nossa carreira conseguir o título e fazer parte da história do Noroeste de uma maneira muito forte, que é ser campeão. É fazer parte de um grupo seletivo”, argumenta o técnico. Em diversas ocasiões, Egert lembrou que um título também ajudaria o Noroeste nas turbulências que vive fora das quatro linhas, com indefinições financeiras e administrativas.

Dentro de campo, Egert trabalhou durante a semana para corrigir falhas e evitar que se repitam erros de posicionamento que ocorreram no primeiro tempo da partida de ida, em Rio Claro. A referência de desempenho é o segundo tempo, quando o Noroeste dominou durante alguns minutos, mas acabou sendo prejudicado pelas duas expulsões - o lateral-esquerdo Ralph e o atacante Diogo receberam cartões vermelhos e desmontaram a estratégia de jogo da equipe. “O principal é que nossos meias jogaram, os laterais apareceram, tivemos mais volume de jogo, posse de bola e controle de jogo”, compara a mudança do time do primeiro para o segundo tempo em Rio Claro o técnico noroestino.

Imposição e controle de jogo são as diretrizes para a partida desta manhã e o caminho para a final, entende Egert. “Para se classificar, tem que ganhar. Para ganhar, tem que jogar bem. Temos que associar a vontade, entrega, mas principalmente, jogar. Temos que ter o controle do jogo desde o início. Nosso campo é grande, está bom e dá a condição de jogar. Temos que nos impor e ter uma marcação muito forte, além de de tranquilidade para marcar os gols que nos darão a classificação”, declara.

Com as expulsões de Ralph e Diogo, Egert promove alterações no Noroeste. Na lateral esquerda, entra Giovanni e, no ataque, joga Daniel Grando. “Temos desfalques de jogadores titulares importantíssimos, mas quem entrar vai dar conta. Hoje, o grupo se encontra preparado para que dê sequência de maneira forte. Estamos preparados para cada um fazer sua melhor partida e o conjunto, o Noroeste, fazer sua melhor exibição”, salienta o técnico.

 

Jejum

O Noroeste chega ao segundo jogo das semifinais com um jejum de sete partidas sem vencer. Curiosamente, a equipe só venceu uma vez após saída de Damião Garcia da presidência da equipe, logo na partida seguinte ao anúncio do desligamento do ex-mandatário: 1 a 0 sobre o Paulista, no dia 26 de setembro. Hoje, o time tem a oportunidade e a responsabilidade de reencontrar o resultado positivo. Egert se mostra traquilo com a sequência, recordando que a equipe jogou bem, apesar de não ter conseguido vencer.

“Posso ser campeão sem vencer”, brinca. “Mas é tranquilo, isso não é uma neurose. Não estamos preocupados com isso, sabemos que temos que ganhar. Temos autoanálise e sabemos que precisa um pouco mais para poder ganhar. Na maioria dos jogos que empatamos, a equipe se portou bem. Eu me preocuparia se a equipe corresse riscos em todos os jogos e fossem por sorte os empates. Lógico que faltou competência em algumas coisas. Mas, ao mesmo tempo, tivemos mais virtudes do que incompetência”, considera.

 

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