Regional

Itapuí pretende tratar o esgoto

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 6 min

Eleito com 53,13 % dos votos válidos para administrar Itapuí nos próximos quatro anos, José Eduardo Amantini quer viabilizar alguns projetos que não saíram do papel nos últimos oito anos. O principal deles é a construção da estação de tratamento de esgoto. “Em 2008 o governo estadual autorizou a liberação de mais de R$ 2 milhões a fundo perdido para tratarmos o esgoto. Nós vamos discutir, no processo de transição, qual será o melhor modelo para nossa cidade.”

Segundo ele, num primeiro momento a atual gestão escolheu o projeto de lagoas de decantação e depois, fazer uma estação de tratamento de esgoto, através da estação compacta. “Entendemos que a estação de tratamento de esgoto melhora de forma significativa a qualidade de vida da população. Cada um real investido em saneamento economiza dois em saúde. Se quisermos fazer uma política agressiva para atrair novas empresas para a cidade temos que tratar o esgoto.”

Na opinião do novo prefeito, até a reforma da prainha passa pelo tratamento do esgoto. “Queremos atrair turistas para nossa prainha. Nenhum turista virá para cá se continuarmos jogando esgoto 100% in natura no rio Tietê, como acontece hoje. A estação de tratamento de esgoto é prioridade. Com ele vamos dar um salto de qualidade de vida em vários segmentos; saúde, educação, saneamento básico , enfim vai melhor a qualidade de vida da população.”

Para realizar a obra considerada grandiosa por Amantini, será necessário pedir um aditivo do governo do Estado. “Essa obra vai mudar a história de Itapuí que, em setembro de 2013, completa 100 anos. É uma obra de R$ 3 milhões.”

 

Demanda considerável

A construção de casas populares pela CDHU é outro desafio a ser enfrentado pelo eleito. “Faz 15 anos que Itapuí não constrói casas populares. A demanda é muito grande e nós queremos, como prometemos na campanha, construir moradias a quem ganha de um a cinco salários mínimos. Pessoas hoje têm renda familiar de R$ 1 mil e pagam até R$ 600 de aluguel.”

Qualificar a mão de obra é outro item que não vai faltar nas discussões do prefeito eleito. “Vou buscar cursos técnicos, através do Centro Paula Souza, Senai, Senac. Vou fazer parcerias. Temos um parque industrial com mão de obra diversificada, mas não qualificada. As principais empresas da cidade importam mão de obra de Pederneiras, Agudos, Bauru. Vamos qualificar nossa mão de obra para que o filho de Itapuí permaneça na nossa cidade. Não queremos que eles saiam para trabalhar em outras cidades, temos que inverter essa ordem.”


Botucatu quer controlar gastos com lupa

Na cidade de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), João Cury Neto foi reeleito com 57,67% dos votos válidos. Depois de entregar grandes obras em seus primeiros quatro anos na administração municipal, ele pretende fazer mais no menor tempo e com o menor valor possível.

“Isso significa melhorar a gestão pública para o segundo mandato. Quero desburocratizar os processos, fazer a máquina pública atender melhor o cidadão. Controlar gasto com lupa para evitar desperdício e transformar esse recurso em investimento. Nossa meta é a melhoria do gasto público. Isso passa por uma lâmpada que fica acesa sem necessidade, pelo vazamento da torneira, até chegar em um trabalho eficiente, por exemplo, da comissão de licitação.”

Exemplificando, ele diz que na 1ª gestão havia obras que eram licitadas por R$ 2,5 milhões e que foram contratadas por R$ 1,2 milhão. “Como no caso do asfalto. Chegaremos a quase setenta milhões de economia em licitações ao longo de quatro anos. Algumas questões demandarão esforço redobrado como é o caso do trânsito, do sistema viário. Vamos atacar de uma forma mais incisiva, mais definitiva, para que a gente responda a uma demanda que a população nos apresenta nesse momento.”

O prefeito promete o mesmo empenho, o mesmo trabalho dos primeiros anos. “Que culminou no maior aporte de recursos extra-orçamentários da história de Botucatu. Foram mais de R$ 220 milhões. Esse trabalho tem que ser feito com a mesma convicção, para que a gente possa manter esse ritmo de investimentos e fazer em oito anos o que em um ritmo normal levaríamos dezesseis para executar.”

 

‘Importantíssimas’

Neto quer entregar algumas obras já iniciadas para que a população desfrute. “Muitas obras não tinham compatibilidade com o calendário eleitoral. Mas eram questões importantíssimas que precisavam ser enfrentadas a qualquer custo. Nós tivemos a ousadia de fazer isso. E essas conquistas não saem do papel da noite para o dia. São obras que transformarão a cidade e a vida da população, como a conclusão de dois hospitais novos. O enfrentamento da crise que culminou com a compra do Hospital Sorocabana e agora vamos devolver ao uso da população.”

São estruturas grandes viabilizadas em parceria com o governo do Estado. “A entrega de obras importantes como o novo Fórum, o Parque Tecnológico, a Pinacoteca, o AME, o Centro Lucy Montoro, os dois complexos para pessoas com deficiência são prioridades para a próxima gestão.”

O eleito cita ainda as obras feitas com recursos próprios. “As creches que estamos construindo no Rio Bonito, no Santa Elisa, no Santa Maria; os postos de saúde do Comerciários e do Santa Elisa; as escolas do Cambuí, do Itamaraty e de Rubião Júnior. As ligações entre bairros como a Estrada dos Oyan, entre o Palos Verdes e o Lavapés. Concluímos o projeto executivo para construção do viaduto entre o Jardim Cristina e o Jardim Paraíso e agora vamos buscar recursos. Fizemos ainda a primeira etapa da ligação da Castelinho com Rubião Júnior e vamos avançar com a construção de ciclovia. São obras que certamente vão fazer muita diferença na vida das pessoas.” 


Eleito não quer adiar investimentos em estruturas da prefeitura

Em seu segundo mandato, João Cury Neto não pretende adiar os investimentos em estruturas da prefeitura. “A gente percebe que ao longo dos anos ficam caras para o município. É um investimento inicial pesado, mas que depois se amortiza e demonstra ser extremamente viável economicamente do ponto de vista da autonomia do poder público. Quando eu assumi não encontrei uma frota de veículos pesados a contento. Temos veículos do início dos anos 80. São veículos que já não atendem mais as necessidades. São usados durante quinze dias e ficam quarenta e cinco na oficina.”

Ele acha que ao invés de ter feito investimentos em asfalto e outros serviços logo no primeiro ano poderia ter comprado maquinário. “Ainda que isso atrasasse algumas obras. Se eu tivesse investido entre R$1,5 milhão e R$ 3 milhões em maquinário teria dado uma boa melhorada na frota de veículos pesados como patrol, retroescavadeira, trator de esteira, caminhões, rolo para asfalto. O custo de uma máquina parada trinta, sessenta dias na oficina é um prejuízo enorme para a prefeitura. Vou tentar, no segundo mandato, ter esse tipo de olhar.”

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