JC Criança

Quem conta a história é... Carolina Lopes de Almeida


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Avenida

Era um lugar feio e triste. Todos os dias eu passava por ali e avistava a mesma imagem. Doía dentro de mim, doía pelo simples fato de ali não haver nada de bom. Aquele espaço não tinha vida, não tinha movimento, o que se via era apenas abandono.

Entulhos e sujeira espalhados por todo lugar ofereciam perigo a quem como eu, por ali sempre passava. Aí vieram máquinas, vieram homens. O tempo passou. Onde só havia restos de demolições e descartes feitos por moradores vizinhos, ou até distantes, sofreu uma grande transformação.

Hoje, olho para aquele lugar e logo coloco um sorriso em meu rosto. Vejo um lugar que renasceu em forma de asfalto e concreto, vejo o movimento dos carros, ouço as buzinas e me sinto feliz, pois o lugar onde vivo está mais vivo em mim.

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