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Promotoria apura fraudes em contratos de saneamento básico

Folhapress
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São Paulo - O Ministério Público de São Paulo deflagrou ontem a Operação Águas Claras, que desvendou um suposto esquema de corrupção entre empresas da área de saneamento básico para fraudar licitações em ao menos quatro Estados (São Paulo, Piauí, Ceará e Rio Grande do Sul) e no Distrito Federal.

Conforme as investigações, faziam parte do esquema a Allsan Engenharia, Enorsul, Job Strategos, Sanear e SCS, de São Paulo, TCM e HR, de Assis (170 km de BAuru), a Construtora Santa Tereza, de Goiânia, Floripark e RDN, de Santa Catarina, entre outras.

Segundo a Promotoria, as empresas se reuniam em uma associação em São Paulo para distribuir licitações em companhias de saneamento como a Sabesp (de São Paulo), a Caesb (Distrito Federal) e a Cagece (Ceará). No esquema, conhecido como “mesa”, as empresas combinavam propostas e definiam qual delas seria a vencedora da licitação.

O caso começou a ser investigado após suspeitas em contratos do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sorocaba (SP), que é ligado à prefeitura da cidade.

Os promotores afirmam que conseguiram comprovas que o grupo pagou propina a funcionários públicos. O Ministério Público conseguiu identificas irregularidades em 15 contratos firmados pelas empresas.

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