A multiplicidade de modalidades abraçadas pelos Jogos Abertos do Interior propicia o encontro de diferentes gerações em torno de um mesmo evento. Cada qual com sua parcela de contribuição para a cidade representada, esses participantes – e respectivas diferenças de idade – evidenciam o espírito democrático do evento.
Que o diga a mesatenista Luana Souza, 12 anos, a atleta mais jovem da delegação bauruense nos Jogos Abertos, e “seo” Antônio Estrela que, aos 70 anos, integra a equipe de bocha da cidade como um dos mais experientes atletas inscritos na disputa.
São quase 60 anos de diferença, mas em comum para ambos está a vivência em grandes competições. Sim, apesar da pouca idade, Luana já coleciona importantes participações em torneios do quilate da Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro da modalidade.
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Neide Carlos |
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São quase 60 anos de diferença, mas em comum para ambos está a vivência em grandes competições |
Já Antônio é velho conhecido de outras edições dos Jogos Abertos e, nesta edição, reforça Bauru, mesmo com residência na vizinha Lençóis Paulista.
Para Luana, além do privilégio em poder encontrar referências nacionais no esporte, entre elas Hugo Hoyama (São Bernardo do Campo), Gustavo Tsudoi e Caroline Kumahara (ambos de São Caetano do Sul), a vivência com demais atletas e contato com diferentes esportes e modalidades, já vale a participação.
“É muito bacana, é diferente”, considera a menina, que arriscou as primeiras raquetadas ainda aos nove anos. “Minha mãe tinha um amigo que jogava e ela me incentivou”, atribui.
Antônio, por sinal, apenas lamenta a falta de canchas em Bauru, mas ainda acredita em melhoras para o esporte após os Jogos Abertos, com adesão por parte dos mais jovens e espaços para a prática da modalidade viabilizados pelo poder público.
Alheio ao que pode ser melhorado para a modalidade, Antônio enfatiza o espírito democrático do maior evento esportivo do Estado. “A mistura de idades é muito interessante e reflete o espírito dos Jogos, abertos a todas as idades”, considera. “Cada um dentro de sua modalidade e capacidade, é muito boa essa convivência”, aprova.