Bairros

Morte de Luis Babão tem primeira audiência

Vitor Oshiro com Bruna Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Foi realizada na tarde de ontem a primeira audiência sobre o assassinato de Luis Gonçalves da Silva, 65 anos, conhecido como Luis Babão. A instrução processual ocorreu por meio de videoconferência. As testemunhas estavam no Fórum de Bauru e o acusado do homicídio, Luciano Mota, 28, no Centro de Detenção Provisória (CDP).

Luis Babão foi encontrado morto na tarde do dia 31 de maio no Sítio Boa Esperança, Barra Grande (24 quilômetros de Bauru), ao lado de Tibiriçá, onde morava sozinho. Luciano Mota foi preso na madrugada do dia 12, em seu apartamento, no Jardim Marambá, em Bauru.

Além de o suspeito ter sido visto nas proximidades, a polícia descobriu que Mota tentou depositar um cheque da vítima no valor de R$ 6,5 mil. Depois de preso, o homem confessou o crime, porém, alegou que agiu em legítima defesa após ter sido atacado.

Ontem, quatro testemunhas de acusação foram ouvidas na audiência, que pôde ser acompanhada pela reportagem do JC. O juiz Benedito Antônio Okuno, da 1.ª Vara Criminal, ouviu os dois lavradores que encontraram o corpo de Luis Babão e ainda outro vizinho, que alega ter visto o veículo de Luciano Mota. Todos pediram para não ver a imagem do acusado e também não serem visualizados por ele.

Foi ouvido também o filho do pecuarista. Bastante emocionada, a outra filha Renata Gonçalves da Silva, 34 anos, acompanhou a audiência. “Meu irmão e eu fizemos questão de vir aqui e olhar nos olhos dele (Mota). Viemos cobrar justiça e também para que ele veja nossa dor.”

O advogado de defesa de Luciano Mota, Roberto Viscainho Carretero, alega legítima defesa. “Ele se defendeu após ser agredido”. A família contesta a versão da defesa. “Tenho certeza que meu pai não devia para ele e nem o atacou. Pouco antes do crime, meu pai tinha cerca R$ 12 mil em dinheiro. Esse dinheiro sumiu. Ele matou meu pai para roubar”, aponta Renata.

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