O alarme antiaéreo soou nesta sexta-feira (16) nos arredores de Jerusalém pela primeira vez desde que o Exército de Israel lançou uma operação contra milícias palestinas na faixa de Gaza. De acordo com a Rádio do Exército Israelense, as sirenes visavam alertar as cidades vizinhas e duraram menos de um minuto. Não há notícias de danos ou vítimas.
Caso seja confirmado que Jerusalém era o alvo dos disparos, será a primeira vez que a Cidade Santa corre risco de ser atacada por militantes palestinos. O movimento radical islâmico Hamas reivindicou o ataque e afirmou ter mirado em Jerusalém.
Alaa Badarneh/Lusa/ABr
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Manifestantes palestinos procuram local seguro contra bomba de gás lacrimogêneo disparada por soldados israelenses
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O chefe-de-gabinete israelense, Gilad Eldan, disse que "até o premiê [Binyamin] Netanyahu correu para um abrigo".
Mais cedo, os presidente e premiê de Israel se encontraram, em Jerusalém, e gravaram uma declaração na qual negavam que a operação tivesse como intuito iniciar uma guerra.
"Isso não é o começo de uma guerra, e sim uma justificada defesa dos nossos cidadãos, e o mundo apoia Israel. Os que pregam moralidade deveriam nos oferecer uma alternativa para pôs fim aos lançamentos de foguetes por parte do Hamas. Nenhum país poderia concordar que suas crianças vivessem em uma situação tão intolerável", disse Netanyahu.
Visita
O premiê egípcio, Hisham Qandil, fez uma visita a Gaza na manhã de hoje, numa tentativa de aliviar a tensão entre os dois lados. Tanto Israel quanto Hamas anunciaram que realizariam um cessar-fogo enquanto durasse a visita, mas acabaram trocando acusações de desrespeito ao acordo tácito e dezenas de disparos. Ao menos um palestino morreu.
Na visita, o premiê demonstrou total apoio ao governo do Hamas e chegou a visitar um hospital, onde fez questão de carregar o corpo ensanguentado de uma criança supostamente morta por um ataque israelense. Israel mantém um tratado de paz com o Egito, mas o governo do presidente Mohamed Mursi, eleito após a deposição do ditador Hosni Mubarak, é tido como partidário do Hamas.
No Cairo, Mursi, disse que os ataques de Israel são "uma agressão flagrante contra a humanidade" e que "não deixará Gaza sozinha". "O Egito de hoje não é o de ontem, e os árabes de hoje não são os de ontem", disse, segundo a agência de notícias estatal Mena.
Com isso, chegou a ao menos 20 o número de mortes contabilizadas pelos palestinos. Do lado israelense foram três, mortos em um ataque de foguete, na manhã de quinta.
