Economia & Negócios

Após feriado, cautela domina negócios; Bovespa recua e dólar comercial sobe


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Após o feriado da Proclamação da República, ontem o mercado financeiro doméstico voltou a funcionar, com os investidores fazendo os ajustes da véspera. A expectativa com a reunião do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, com os congressistas do país ditou a cautela para os negócios até o início da tarde, quando começaram a sair informações sobre o encontro. Além disso, dados sobre a produção industrial norte-americana em outubro, abaixo do previsto, contribuíram para o movimento.

No meio da tarde, o secretário de Imprensa da Casa Branca, Jay Carney, disse que os líderes do Congresso dos EUA saíram da reunião com Obama classificando como “construtivas” as conversas sobre como evitar o chamado “abismo fiscal” - uma série de cortes de gastos e aumentos de impostos automáticos programada para entrar em vigor no começo do ano que vem e que pode fazer a economia entrar em recessão.

O presidente do Senado, o democrata Harry Reid, disse que se sente “muito bem” com o que foi discutido e que os líderes não vão esperar até o último momento para fechar um acordo. “Isso não é algo que nós vamos esperar até o último dia de dezembro para finalizar. Temos um plano e vamos avançar com ele”, comentou.

A Bovespa encerrou o dia com declínio de 1,56%, aos 55.402,33 pontos, menos pontuação desde 02 de agosto (55.520,40).

O movimento foi, mais uma vez, puxado pela forte queda da Eletrobras, em razão do imbróglio sobre a MP 579, que determina as novas regras para as concessões no setor. Também pesaram sobre os negócios, os papéis da Vale, da Petrobras e das siderúrgicas.

Na mínima, o índice atingiu 55.125,56 pontos (-2,05%) e, na máxima, 56.276,66 pontos (estável). No mês, a perda foi ampliada para 2,92% e, no ano, para 2,38%. O giro financeiro somou R$ 6,584 bilhões.

As ações PNB da Eletrobras lideraram as maiores quedas e encerraram com declínio de 11,52%. Ontem, em Nova York, os ADRs EBR.B, que representam os papéis PNB da empresa, caíram 5,90%, cotados a US$ 5,90, enquanto o EBR, que representa as ações ordinárias, recuou 3,27% para US$ 4,44.

Petrobras ON caiu 3,82% e a PN, -3,89%. Já a Vale ON recuou 3,03% e a PNA, -2,75%.

 

RENDA FIXA

Renda bruta: 7,09%

Ganho líquido/mês: 0,99%

Pela taxa média de 7,09% ao ano paga a grandes investidores, uma aplicação em CDB prefixado com prazo de 30 dias corridos e 20 dias úteis foi fechada com rendimento bruto de 0,22% e líquido de 0,9%. A média de retorno para uma aplicação de pequena quantia de recursos, de acordo com o critério de cada instituição, era de 9,80% ao ano, com rentabilidade bruta de 0,22% e líquida de 0,9%.-0,31%.

 

BOLSA DE SP

Bovespa: queda de 1,56%

Volume: R$ 6,6 bilhões

A Bovespa encerrou o dia com declínio de 1,56%, aos 55.402,33 pontos. Na mínima, o índice atingiu 55.125,56 pontos (-2,05%) e, na máxima, 56.276,66 pontos (estável). O giro financeiro somou R$ 6,584 bilhões.


Em Nova York, as bolsas que operavam em queda inverteram a direção e passaram a subir, logo após o fim da reunião. Às 17h21, o índice Dow Jones subia 0,11%, o S&P 500 ganhava 0,17% e o Nasdaq, +0,30%.

 

OURO

Ouro/grama: R$ 114,50

Variação: queda de 0,26%

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o ouro foi cotado a R$ 114,50, com queda de 0,26%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,713,19 e encerrou com queda de 0,13%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.

 

DÓLAR

 Comercial: R$ 2,080

Variação: alta de 0,63%

O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,079 para compra e a R$ 2,080 para venda, com alta de 0,63%. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 1,973 na compra e a R$ 2,180 na venda, com alta de 0,6%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,09 na compra e a R$ 2,21 na venda, com alta de 0,45%.

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