Internacional

Israelenses intensificam ofensiva a Gaza

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

 

Tel Aviv -  A aviação israelense ampliou ontem sua ofensiva na faixa de Gaza com ataques ao quartel general do grupo islâmico Hamas, em meio aos esforços do Egito para obter um cessar-fogo. Entre os prédios destruídos por Israel está o escritório do primeiro-ministro, Ismail Haniyeh, onde ele recebera anteontem o premiê egípcio, Hisham Qandil.

 

Ao menos 39 palestinos e três israelenses morreram desde o início da ofensiva, na quarta-feira. Israel colocou 75 mil reservistas de sobreaviso para a possibilidade de uma operação terrestre.

 

Gaza viveu mais uma madrugada sob forte bombardeio de ontem para hoje, que segundo fontes palestinas, deixou oito mortos.

 

A porta-voz do Exército israelense Avital Leibovich disse que em torno de 200 alvos foram atacados durante a noite, que incluíram túneis usados para o contrabando na fronteira egípcia, depósitos de armas e 120 lançadores de foguetes.

 

Batizada de “Coluna de Nuvem”, nome inspirado em uma passagem do Antigo Testamento, a ofensiva de Israel é a maior em Gaza desde a guerra de 2008-2009, que durou 22 dias e terminou com cerca de 1.300 palestinos e 13 israelenses mortos.

 

O governo israelense afirma que o objetivo da operação é atingir a capacidade militar do Hamas e restaurar a paz no sul do país, que nas últimas semanas foi atingida por centenas de foguetes.

 

]O Hamas e outros grupos islâmicos prometeram continuar a responder com foguetes à “agressão sionista”. Ontem, o sul de Israel continuou sob o fogo da artilharia de grupos islâmicos de Gaza. Mais de 60 projéteis foram disparados em poucas horas. Um deles deixou quatro feridos ao atingir uma área residencial da cidade de Ashdod.

 

Quatro soldados israelenses também ficaram feridos na explosão de outro foguete na região de Eshkol.

 

Desde o início da ofensiva, militantes palestinos já lançaram mais de 700 foguetes contra Israel, mas só 27 atingiram áreas urbanas. O sistema de defesa Domo de Ferro interceptou 217 projéteis, um resultado considerado excelente pelo Exército.

 

Preocupado com os mísseis de médio alcance disparados de Gaza nos últimos dias, Israel apressa a instalação da quinta bateria de mísseis do sistema de defesa na área de Tel Aviv.

 

Anteontem, Jerusalém foi alvo do primeiro ataque desde 1970, com foguetes que caíram num assentamento a 20 km da cidade e não causaram vítimas ou danos. A grande Tel Aviv havia sido alvo de artilharia pela primeira vez desde a primeira Guerra do Golfo, em 1991.

 

De acordo com o jornal israelense “Haaretz”, o governo egípcio está envolvido em intensos esforços para intermediar um cessar-fogo, que poderia entrar em vigor em 24 horas. O governo israelense não comentou, mantendo o discurso de que a operação não tem dia para acabar.

 

Embora Israel afirme que seus ataques contra a infraestrutura do Hamas são “cirúrgicos”, metade dos mortos em Gaza é civil, incluindo oito crianças e uma mulher grávida, segundo o grupo.

 

O fato de Tel-Aviv e Jerusalém estarem na linha de tiro aumenta a probabilidade de o Estado judaico realizar uma invasão por terra. 

 

Comentários

Comentários