Tribuna do Leitor

Sobre o fim do mundo


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Tem certos colaboradores que escrevem para este jornal que me dão um prazer enorme ao ler seus artigos. Na terça-feira, dia 13 de novembro, li o artigo do sr. Wellinton Balbo, a quem admiro muito, pois escreve com tanta clareza e coerência coisas lindas.

É uma pena que não existam muitas pessoas que possuam um raciocínio tão lógico e que tornam mais fácil aceitar certos fatos da vida como são ou serão realmente.

Sobre o tal "Fim do mundo" a que ele se refere, os "interneteiros de plantão" (acabei de inventar esse termo), afirmam de forma categórica que os cientistas de todos os cantos do planeta dizem que em dezembro próximo haverá uma aproximação maior do sol com a terra, de forma que os raios solares vão ocasionar inúmeros transtornos nas tecnologias existente.

Ora, como estamos atualmente "nas mãos das máquinas", para praticamente tudo é necessário uma senha ou aperta um botão que nos permita cuidar da própria vida.

Pense bem! Se houver uma pane geral, por tabela o mundo sucumbiria e toda as coisas deixarão de ser como conhecemos nesse tempo de agora. Imagine o caos que haverá sem água ou energia! E assim começaria mais esse fim do mundo.

Mas isso não me preocupa nem um pouco. Outro dia desses estava na casa de uma querida prima, sua casa é ponto de encontro e sempre "rola" altos papos, não é dona Maria Lopes?

Cada um expunha sua opinião a respeito do assunto, depois de muitas brincadeiras e risadas, consegui expor meu ponto de vista.

É o seguinte: creio que já está até demorando muito para haver um nova reciclagem do planeta. Todas as civilizações que aqui estiveram antes se extinguiram para que pudesse ocorrer uma evolução na espécie humana, porém, na minha opinião, estamos em um grau bastante adiantado, onde os homens conseguiram criar coisas maravilhosas que poderia servir para a humanidade viver em paz e harmonia entre si e todos os seres vivos da terra!

Mas o que se vê é exatamente o contrário!

As guerras, a escravização de seus semelhantes, a destruição do ecossistema interferindo barbaramente na cadeia da vida, me fazem pensar diferente do sr. Wellinton, que diz ainda acreditar no ser humano. Não tenho esperança na raça humana! Acho que tem mais que acabar mesmo! Isso não quer dizer que acredito que vá acontecer nesta data (nem me lembro o dia).

Estou com 55 anos de idade e desde criança ouço essas histórias que tiram o sono e outras coisas de muitas pessoas que surtam e cometem tolices inimagináveis por crerem ser verdadeiros os boatos sobre o assunto. De minha parte, estou aqui "curtindo" o mais que posso e enquanto posso os espaços que resistem bravamente à hecatombe que se anuncia! Para finalizar: sou uma pessoa alegre que ama o mundo, amo viver! O que estraga o mundo somos nós, seres humanos, mas não pense que sou pessimista, apenas encaro a realidade cruamente como ela é ou virá a ser algum dia.


Magali Martiniak Teixeira

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