Regional

Unesp pesquisa parasitas em ribeirinhos


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Botucatu - Pesquisadores do Instituto de Biociências de Botucatu/Unesp (IBB) pretendem identificar os principais tipos de parasitas presentes em comunidades que moram às margens da Bacia Hidrográfica do Médio Tietê. O levantamento, é parte de um projeto de pesquisa com apoio da Fapesp (Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado de São Paulo) e tem como alvos os moradores destas regiões e os animais de estimação, em especial, cães, informa a assessoria de imprensa da universidade.

 

Coordenado pelas professoras do Departamento de Parasitologia do IBB, Semíramis Guimarães Ferraz Viana e Teresa Cristina Goulart de Oliveira-Sequeira, o estudo inclui a participação de alunos de pós-graduação e de graduação evidenciando assim a possibilidade de conciliar a pesquisa e o ensino para promover a extensão universitária.

 

Desde o início do ano, a colônia de Porto Said (situada em um afluente do Tietê), passou a receber as ações do grupo. Até o momento foram realizadas visitas domiciliares onde as 80 famílias residentes na região receberam informações sobre o projeto de pesquisa. Foram realizadas entrevistas socioeconômicas e coletadas amostras de fezes (tanto humanas quanto dos cães) para as análises.

 

Ao todo foram coletadas três amostras de cada pessoa para análise nos laboratórios do Departamento de Parasitologia. Os casos positivos foram tratados com medicamentos, de acordo com a prescrição dos profissionais da Unidade Básica de Saúde de Vitoriana.

 

Até o momento, foi verificado que 57,9% dos indivíduos apresentaram infecção por algum parasita intestinal. As crianças, que representam cerca de 30% da população, são a principal preocupação. Alguns parasitas podem provocar problemas como diarreia, dor abdominal, vômitos desidratação, entre outros, que comprometem o desenvolvimento físico e intelectual das crianças.

 

Professora Teresa Cristina salienta que as ações visam identificar as formas de transmissão destes parasitas e o impacto deste problema nas comunidades. “Após identificar os parasitas intestinais, serão desenvolvidas atividades de educação sanitária e ambiental com a população. Estas atividades pretendem esclarecer sobre as formas de aquisição dos parasitas, as medidas específicas para a prevenção de cada uma das parasitoses e a importância dessas medidas para a manutenção da saúde da população e do meio ambiente”, explica.

 

Um dos aspectos que podem favorecer a propagação destes parasitas é a precariedade de estrutura sanitária na região, conforme alertam as pesquisadoras. “A água e a luz provêm de ligações clandestinas de residências do entorno e o esgotamento sanitário é feito por fossas negras. Embora não seja utilizada para o consumo, esta comunidade se expõe à água do rio nas atividades profissionais ou recreativas”, explica profª Semíramis.

 

Assim como em Porto Said, o grupo do Instituto de Biociências vai realizar ações para identificar os parasitas intestinais em moradores das margens do Rio Tietê, em Santa Maria da Serra. O levantamento terá início em novembro e irá se estender durante todo o próximo ano e contemplará ainda a análise das águas do rio.

 

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