Nacional

Elétricas deixam de ser as ?queridinhas? da Bolsa

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Nesse período, o valor de mercado das principais elétricas com concessões a vencer entre 2015 e 2017 (Eletrobras, Cemig, Cesp, Copel e Cteep) passou de R$ 67,9 bilhões para R$ 49,3 bilhões, segundo a Economatica.

 

Se o investidor tem essas ações em carteira não é hora de se desfazer delas, afirmam analistas do setor.

 

E para quem pensa em aproveitar a queda dos papéis dessas companhias com o objetivo de “comprar na baixa” e lucrar no curto prazo, a recomendação é ter cautela.

 

Na avaliação de especialistas, o melhor a fazer é esperar até que as concessionárias decidam se vão aderir à renovação antecipada das concessões de acordo com as novas regras estabelecidas pelo governo federal.

 

Clodoir Vieira, economista-chefe da corretora Souza Barros, diz que, para quem teve sangue frio e aguentou até agora, o pior já passou. “E quem ainda não entrou é melhor ficar fora”, afirma.

 

Para Ari Santos, gerente da Commcor DTVM, as elétricas perderam a posição de “queridinhas” da Bolsa.

 

“É melhor esperar até o fim do ano. As empresas podem não assinar os contratos (têm até 4 de dezembro para fazê-lo). Quem vender as ações agora vai assumir prejuízo.”

 

 

 

Queda livre

 

Desde a assinatura da MP, as ações das elétricas caíram até 42% na Bovespa - caso da ação preferencial da Cesp.

 

Os investidores reagem às exigências impostas pelo governo para renovar as concessões: a redução das tarifas a partir de 2013 e o valor das indenizações que serão pagas por ativos não amortizados -abaixo do estimado pelas empresas e por analistas.

 

“Ninguém achava que o governo iria decidir mudar as regras do jogo”, diz Gabriel Laera, analista do setor de energia do BES Securities, sobre o governo ter decidido não renovar automaticamente as concessões pelos mesmos valores, como em 1995.

 

 

Reavaliação

 

Para Laera, o momento é de reavaliar as ações das empresas. “Essa nova referência é o que vai balizar o setor. Não houve perda, houve a constatação de que aquele valor anterior não existe mais.”

 

Apesar dos protestos das companhias, o analista do BES acredita que Cesp, Cemig e Copel aceitem a renovação das concessões.

 

Comentários

Comentários