Buenos Aires - A primeira greve geral de trabalhadores sindicalizados contra o governo de Cristina Kirchner fez Buenos Aires parar ontem, assim como cidades importantes do interior, como Santa Fé, Mendoza, Córdoba, Salta e Tucumán.
As principais estradas que dão acesso à capital tiveram o trânsito interrompido pelos grevistas. Os trens que ligam a periferia ao centro pararam, assim como algumas das linhas de metrô e ônibus. O comércio no centro fechou, e poucos táxis saíram às ruas.
Bancos não funcionaram todo o dia, assim como os postos de gasolina. Hospitais públicos funcionaram em esquema de emergência, atendendo só casos mais graves.
Os aeroportos ficaram às moscas, com vários voos cancelados, e não houve atividade nos portos.
Buenos Aires viveu praticamente um dia de feriado. O trânsito ficou interrompido no Obelisco e em avenidas importantes como Corrientes e Callao. Os portenhos aproveitaram o calor de 30ºC para ir a parques e restaurantes.
O governo respondeu por meio de funcionários da alta cúpula. O chefe de gabinete, Juan Manuel Abal Medina, disse que os sindicatos faziam “chantagem” e que não se tratava de uma greve, mas sim de um “grande piquete”.