Polícia

Garoto deixado pelo pai no carro após acidente já está em sua casa

Vitor Oshiro
| Tempo de leitura: 2 min

Após quase um mês de internação no Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu, o menino de 4 anos deixado no carro após grave acidente voltou para Bauru. Ele teve alta anteontem e está, juntamente com os pais, na casa de familiares.

Segundo Gilmar Rodrigues da Silva, 32 anos, o pai da criança, todos já voltaram para Bauru logo após o menino receber alta. Em boletim médico, o HC apontou que a criança continuará tratamento por meio de atendimento ambulatorial em Bauru.

O pai revelou ainda que todos estão na residência de familiares na cidade, uma vez que, “a casa onde moram estaria desorganizada para deixar a criança em tratamento”. Segundo ele, o filho está lúcido, conversando e se alimentando normalmente.

O acidente ocorreu na madrugada do último dia 27, na quadra 16 da avenida José Henrique Ferraz, próximo ao Recinto Mello Moraes. O pai do menino, Gilmar da Silva, conduzia um Renault Scenic quando colidiu contra a traseira de um caminhão estacionado.

Após o acidente, o homem teria abandonado seu filho dentro do carro. A Polícia Militar (PM) e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionados para atender a ocorrência.

O menino deu entrada no HC de Botucatu no mesmo dia com traumatismo crânio-encefálico grave. Gilmar da Silva se apresentou quatro dias após o acidente à polícia e responde ao inquérito em liberdade.

De acordo com sua defesa, ele não fugiu do local do acidente. A tese é de que o homem procurou socorro, porém, por conta da colisão, desmaiou e saiu vagando sem rumo e desmemoriado pela cidade.

Um inquérito foi instaurado no 1.º Distrito Policial para apurar tentativa de homicídio com dolo eventual - quando a pessoa assume o risco de matar. A polícia investiga a versão da defesa e uma suposta embriaguez ao volante.

Ontem, o delegado responsável pelo caso, afirmou que ainda aguarda alguns laudos. Ele aponta que a investigação caminhará ainda mais agora com a melhora do garoto, porém, acena com a prorrogação do inquérito. “Vamos ouvir ainda mais um familiar e atendentes do Samu e da PM, além de testemunhas. É provável que o inquérito seja prorrogado”, aponta.

O delegado não descarta ainda voltar a ouvir o pai do garoto. “Ao decorrer das investigações, iremos verificar se há esta necessidade. Se acharmos que é preciso, ele voltará a ser ouvido”, conclui.

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