Após perder no tempo normal por 2 a 1, o Brasil superou a Argentina na disputa de pênaltis por 4 a 3, na Bombonera, em Buenos Aires, e faturou o Superclássico das Américas pela segunda vez consecutiva. Na ida, em Goiânia, a seleção havia derrotado o rival pelo mesmo placar.
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Martin Acosta/Reuters |
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Jogadores do Brasil comemoram a conquista sobre a Argentina |
O técnico Mano Menezes surpreendeu ao escalar Durval na zaga. Mas pelo nível do futebol apresentado na etapa inicial, o nome do defensor santista nem foi dito pelo narradores. Réver só foi notado quando recebeu um cartão amarelo por uma falta sobre o corintiano Martínez.
Por necessitar da vitória, o argentinos foram mais esforçados no primeiro tempo. Martínez, desajeitado, quase inaugurou o marcador ao completar um cruzamento de primeira.
Apesar da posse de bola e uma certa pressão dos mandantes, a melhor chance foi brasileira. Neymar recebeu uma bela bola de seu companheiro de clube Arouca, mas chutou por cima da meta de Órion.
O argentino Montillo era um dos mais lúcidos em campo, mas estava só na organização das jogadas.
No Brasil, meio de campo e ataque estavam distantes. Por isso, a seleção de Mano Menezes dependia muito das arrancadas de Neymar.
Na volta do intervalo, os dois treinadores não mexeram em suas equipes. A partida continuou insossa e sem chances de gol.
Mano, então, fez as três alterações. Sacou Fábio Santos, Arouca e Lucas Marques para as entradas de Carlinhos, Jean e Bernard.
O lateral direito Lucas, último a sair, chocou-se com Martínez na área um pouco antes da substituição. Os mandantes pediram pênalti, mas o árbitro chileno Enrique Osses nada assinalou. Com a sua saída, Jean passou ocupar o setor.
E foi o próprio jogador do Fluminense, que aos 36min, derrubou Martínez na área. Desta vez, o pênalti foi marcado. Scocco, que havia substituído o palmeirense Barcos, cobrou com violência e abriu o placar.
Dois minutos mais tarde, Bernard cruzou an área e a defesa argentina afastou mal. Jean pegou a sobra, concluiu sem direção e Fred desviou para o fundo das redes.
Alejandro Sabella ainda colocou Ahuma na vaga de Cerro. Aos 44min, em um contra-ataque puxado por Montillo, Scocco, livre, deu a vitória para a Argentina no tempo regulamentar. A decisão do Superclássico foi para a decisão por pênaltis.
Martínez e Montillo, que jogam por Corinthians e Cruzeiro respectivamente, despediçaram suas cobranças. O corintiano parou na defesa de Diego Cavalieri e o cruzeirense bateu para fora. Sebá, Scocco e o goleiro Orión converteram.
Pelo Brasil, Thiago Neves, Jean, Fred e Neymar acertaram suas cobranças. Carlinhos foi o único a errar.
Neste amistoso, apenas atletas que atuam na América do Sul foram convocados. Agora, o Brasil só volta a campo no próximo ano.
ARGENTINA
Orión; Lisandro López, Sebá e Desábato; Peruzzi, Cerro (Ahumada), Guiñazú, Montillo e Vangioni; Martínez e Barcos (Scocco). Técnico: Alejandro Sabella
BRASIL
Diego Cavalieri; Lucas (Bernard), Réver, Durval e Fábio Santos (Carlinhos); Ralf, Arouca (Jean), Paulinho e Thiago Neves; Neymar e Fred. Técnico: Mano Menezes
Estádio: La Bombonera, em Buenos Aires
Árbitro: Enrique Osses (Chile)
Gols: Scocco, aos 37min e aos 46min, e Fred, aos 38min do 2º tempo
Cartões amarelos: Guiñazú (A), Réver e Fred (B)
