Darrin Lupi/Reuters |
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Palestinos saíram às ruas ontem para comemorar o cessar-fogo na Faixa de Gaza após acordo firmado com Israel |
Cairo - Os governos do Egito e dos Estados Unidos anunciaram ontem um acordo para estabelecer um cessar-fogo entre o Exército de Israel e as milícias palestinas, na faixa de Gaza. A trégua deverá entraria em vigor a partir das 21h de ontem (17h no horário de Brasília). O Exército de Israel lançou a operação Pilar de Defesa na quarta-feira passada, sob a justificativa de pôr fim aos ataques de foguetes palestinos, a partir de Gaza, contra o território israelense. Do lado palestino, ao menos 147 morreram. Do lado israelense foram cinco, sendo um militar.
Os termos exatos do acordo ainda não foram informados. Fontes israelenses informaram pouco antes que o acordo prevê cessar-fogo, mas não o fim do bloqueio econômico imposto por Israel a Gaza. Com o bloqueio, Israel pretende impedir o tráfico de armamentos para o território.
O anúncio foi feito no Cairo pelo chanceler egípcio, Mohamed Kamel Amr, e pela secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton. “Os esforços resultaram em entendimentos de um cessar-fogo para restabelecer a calma e por fim ao banho de sangue visto nesse período.” No anúncio, Hillary agradeceu ao Egito por assumir uma posição de “responsabilidade e liderança” na região.
Festejos em Gaza
Faltavam menos de dez minutos para a entrada em vigor da trégua e fortes explosões ainda faziam tremer o centro de Gaza, sob o impacto dos últimos ataques da aviação israelense.
Às 21h em ponto (17h de Brasília), porém, os bombardeios se calaram e teve início uma saraivada de tiros para o alto, de palestinos festejando o fim das hostilidades.
Imediatamente, as mesquitas passaram a emitir cânticos islâmicos de celebração, famílias distribuíram doces e centenas de carros saíram às ruas, devolvendo a agitação habitual às ruas de Gaza, que haviam ficado desertas na última semana. Mas, para os opositores do Hamas, a trégua também trouxe preocupações. “É claro que o Hamas saiu vitorioso, pois consolidou o seu poder. Sobretudo após ter recebido o reconhecimento de países importantes como Egito e Turquia”, disse o ativista de direitos humanos Khalil Shahin.
“Eles ganharam e o povo pagou o preço da vitória com sangue”, afirmou.
