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Superclássico das Américas: Taça nos pênaltis


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Argentina e Brasil fizeram, nesta quarta-feira, no estádio de La Bombonera, durante 75 minutos, um dos piores clássicos da história. Depois, foram três gols em pouco tempo e vitória argentina por 2 a 1 levando a decisão do Superclássico das Américas para os pênaltis, uma vez que foi repetido o placar de Goiânia. Montillo e Martínez erraram e, como só Carlinhos desperdiçou para o time verde-amarelo, o título acabou ficando com o Brasil, por 4 a 3. Neymar, que errara a cobrança contra a Colômbia, na quarta passada, converteu o pênalti decisivo em Buenos Aires.

A Argentina criou sua primeira chance com Sebá cabeceando livre na segunda trave e mandando para fora. O Brasil dependia quase que completamente de Neymar. E o santista queria mostrar serviço (no primeiro tempo). Aos 12 minutos, ele deu linda arrancada, daquelas para fazer o gol mais bonito do ano, mas teve o passe para Fred interceptado pela zaga Mas quando teve a chance de marcar um golaço, Neymar errou. Arouca fez jogada pelo meio, como armador, e viu o companheiro livre na esquerda. O craque tentou encobrir o goleiro, na jogada habitual de Messi, mas mandou por cima.

Já a Argentina, com os “brasileiros” Montillo, Barcos e Martínez na frente, assustou pouco Diego Cavalieri. Destaque para belo voleio de Martínez, que passou à direita do gol, e para um chute de Sebá desde antes do meio-campo. O goleiro brasileiro, adiantado, ficou torcendo para a bola ir para fora. Seria um gol antológico.

Apesar das tentativas de golaços, o jogo era ruim. Mas os técnicos não pareciam pensar assim, tanto que não mudaram seus times no intervalo. A primeira mexida foi só aos 16 minutos, com Carlinhos no lugar de Fábio Santos. Depois, Jean entrou no lugar de Arouca.

O volante do Fluminense, em sua primeira chance na seleção, ficou apenas cinco minutos na posição de origem. O mesmo jogador que comemorou o título do Campeonato Brasileiro celebrando a chance de atuar no meio e não mais na lateral, como era no São Paulo, logo foi deslocado para a direita, porque Lucas Marques saiu para entrar Bernard.

O jogo seguia sem graça nenhuma até que Jean desarmou Martínez pouco antes da grande área, mas o árbitro viu uma falta e, pior, dentro da área. Pênalti que Scocco bateu muitíssimo bem, sem chances para Diego Cavalieri, no ângulo direito.

Sorte do árbitro chileno Enrique Osses e de Jean que o Brasil achou um gol logo depois. Jean tentou da entrada da área e pegou muito mal na bola. Ela foi em direção a Fred, na pequena área. O centroavante também não acertou do jeito que queria, mas a bola acabou indo para o fundo do gol argentino. No último minuto, porém, a Argentina marcou o segundo. Montillo fez jogada individual pelo meio, foi travado, mas conseguiu tocar para Scocco, livre, definir a vitória no tempo normal.

Nos pênaltis, Diego Cavalieri começou pegando a batida ruim do corintiano Martínez. Montillo, que havia vazado o goleiro no último domingo, de pênalti, no Brasileirão, quis mudar o canto e bateu por cima do gol. Jogadores do Fluminense, Thiago Neves e Jean marcaram, mas Carlinhos bateu mal e permitiu a defesa de Orión.

Não deu para Diego Cavalieri diante de Sebá e Scocco, que bateram no ângulo. Com tranquilidade, Fred fez o dele e jogou pressão sobre Orión, próximo argentino a cobrar. Mas o goleiro do Boca Juniors bateu com perfeição, com força, no ângulo esquerdo, mais uma vez sem chances de defesa. Aí veio Neymar. Uma semana depois de errar um pênalti no amistoso contra a Colômbia, o jogador santista deslocou Orión, bateu no canto direito baixo e definiu a vitória.

 

Craques do Brasileirão não decepcionam

Dois jogadores que tinham presença na seleção brasileira cobrada pelos torcedores e pela imprensa aproveitaram bem a chance que tiveram nesta quarta-feira. Diego Cavalieri e Fred foram decisivos na conquista do Superclássico das Américas e apresentaram suas credenciais para continuar no grupo quando Mano Menezes puder contar com os jogadores que atuam na Europa.

O goleiro teve pouco trabalho durante os 90 minutos, mas deu uma injeção de ânimo na equipe - que vinha do baque de ter levado o segundo gol aos 44 minutos - ao defender logo a primeira cobrança na série de pênaltis. Ele voou no canto direito e pegou o chute do corintiano Martínez. No tiro seguinte, o cruzeirense Montillo mandou por cima e deu ao Brasil a vantagem que acabou sendo decisiva.

Fred transformou em ouro a única chance que teve para marcar no tempo regulamentar. Aos 38 minutos do segundo tempo, ele desviou um chute torto de Jean e colocou a bola na rede. E na disputa por pênaltis mostrou frieza e precisão para deslocar o goleiro na quarta cobrança, em um momento em que se errasse o placar ficaria empatado. “Aqui na Bombonera me sinto em casa”, disse Fred, em alusão ao fato de também ter marcado no jogo entre Fluminense e Boca Juniors, pela fase de grupos da Copa Libertadores. “Fazer gol na Argentina é especial”.

Já Neymar comemorou o fato de, desta vez, ter acertado a cobrança de pênalti para a seleção. Na quarta passada, nos Estados Unidos, errou bisonhamente o chute no empate com a Colômbia. “Nada como um pênalti após o outro, né (risos)”, brincou. “Hoje (quarta) graças a Deus pude ajudar e fazer o gol do título”, comemorou o camisa 11.

A partir de agora o foco de Mano Menezes será na preparação do time para a Copa das Confederações, que será disputada em seis cidades brasileiras (Brasília, Belo Horizonte, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro e Salvador) entre 15 e 30 de junho. Será a terceira competição do técnico no cargo. Na Copa América de 2011, o time caiu nas quartas de final; e na Olimpíada foi vice-campeão.

O nível dos amistosos do primeiro semestre será bem maior do que os deste ano. No dia 6 de fevereiro, o Brasil enfrentará a Inglaterra, no estádio de Wembley, em Londres, e em junho receberá os ingleses, no Maracanã, e a França, no Mineirão, antes da Copa das Confederações.

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