Se não bastasse a apreensão de ter o sangue filtrado três vezes por semana por uma máquina e a expectativa pelo transplante que nem sempre chega, pacientes da hemodiálise do Hospital de Base convivem com o medo do fechamento da entidade e suspensão do procedimento e falam da insegurança provocada pela falta de informações claras.
“Ninguém tem certeza de nada”, diz Elisangela de Oliveira, filha da paciente Odete, que há cinco anos faz o tratamento no Hospital de Base.
Paciente há 11 anos, Jeferson de Souza conta que há meses se sente inseguro em relação ao não esclarecimento do que acontecerá com o hemonúcleo. “Queremos uma posição”, diz. “Não dá para ficar na incerteza. É muito complicado e doloroso”, afirma Souza.
Os pacientes atendidos no local temem que nem todos consigam ser absorvidos pelo Hospital Estadual e precisem viajar para outras cidades.
Assistência
Procurado, o advogado Cláudio Pereira de Godoy, atual interventor do HB, não falou sobre o assunto. Já a Secretaria de Estado da Saúde esclarece que vem trabalhando para garantir a continuidade da assistência oferecida aos pacientes do SUS.
Para isso, diz, vem mantendo diálogo com as partes envolvidas no processo (AHB, Famesp, MPT e sindicato dos funcionários).