Economia & Negócios

Audi pode começar a produzir no Brasil antes da BMW

Folhapress
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A montadora de luxo alemã Audi considera usar fábricas da Volkswagen, controladora da marca, para iniciar a produção de modelos de luxo no Brasil. Segundo a empresa, isso daria condições para a empresa chegar antes de suas concorrentes.

Entre os candidatos a futuro Audi nacional, estão três modelos: o pequeno A1, o sedã A4 (os dois representam 60% das vendas da marca) e o jipinho Q3, de grande apelo comercial.

O novo hatch A3, que usa a mesma base mecânica do futuro VW Golf, também não está descartado. A Audi produziu a antiga geração do modelo de 1999 a 2006 no Paraná.

Na véspera do Salão do Automóvel de São Paulo, no fim de outubro, a marca já havia antecipado à Folha que iniciava os estudos sobre a viabilidade do projeto, motivada principalmente pelo novo regime automotivo, que beneficia os carros locais com menor carga tributária.

Nesse momento, a direção da montadora diz estar debruçada sobre as regras da nova política industrial e fazendo as contas da viabilidade da operação.

"Uma alternativa seria utilizar a estrutura da Volkswagen, que faz parte do mesmo grupo industrial, e investir em unidades fabris já existentes, o que nos daria vantagens em relação a outras empresas que também se instalarão no Brasil começando do zero. Poderíamos, por exemplo, até iniciar a produção antes delas", afirmou Radomile.

Há cerca de um mês, a rival BMW foi a primeira das marcas de luxo a anunciar que investirá em uma linha de produção no país. A Mercedes é outra que estuda voltar a fabricar automóveis de passeio requintados.

A previsão da Audi é a de que até o final do ano já tenha uma posição concreta e mais detalhada sobre a operação no país, como local da fábrica e os valores do investimento.

Até o ano 2020, a Audi planeja aumentar a sua produção de 1,4 milhão de unidades para dois milhões de carros em todo o mundo.

A empresa deve fechar 2012 com 5.500 emplacamentos no Brasil, sendo que a cota de importação da marca no próximo ano sem o IPI majorado (30 pontos percentuais extras) será de apenas 4.000 unidades.

Preços

Apesar de o mercado de carros premium no país ser ainda relativamente pequeno -em torno de 32 mil unidades anuais (0,6% do total)--, as montadoras veem o Brasil como um mercado estratégico, devido a sua importância regional e o acordo comercial que tem com o México, para onde parte da produção excedente poderia ser exportada.

Um dos entreves, segundo especialistas do setor, é o aumento do custo da mão de obra especializada brasileira, hoje três vezes mais cara que a mexicana, que sofre menos com a carga tributária trabalhistas.

Mesmo assim, a tendência é que o carro de luxo (considerado acima de R$ 100 mil), se nacionalizado, tenha mais margem para redução de preço. Entre 5% e 10%, calculam importadores.

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