Jogos Abertos 2012

Atletismo: Jadel ?salta? o calor e celebra ouro

Luiz Beltramin
| Tempo de leitura: 2 min

O atual campeão nacional, ouro nos Jogos Pan-Americanos 2007 e representante brasileiro nas Olimpíadas de Atenas e Pequim no salto triplo, Jadel Gregório foi mais uma estrela do esporte nacional a competir nos Jogos Abertos em Bauru.

Vencedor da prova com a marca de 16,43m, a frente de Leonardo dos Santos (Piracicaba), com 15,53m e Kauã Bento 15,83m. Jadel, que disputou os Abertos por São Bernardo do Campo, admite que, apesar do primeiro lugar, não obteve o índice esperado para a competição.

Entretanto, o atleta festeja o retorno a uma série de competições, após um ano se recuperando das cirurgias as quais foi submetido nos dois joelhos, ano passado, justo no período das Olimpíadas de Londres.

Feliz pelo retorno, ele projeta novos voos para 2013. “Estou contente em voltar a competir e bem. Foi uma prova boa, ninguém se machucou, graças a Deus. É bom competir e ganhar, independentemente ao resultado. Não fizemos o esperado, mas vencemos a prova”, contenta-se o campeão brasileiro.

Jadel, que também participa de circuitos indoor (em locais fechados), considera o forte calor sob o escaldante sol do Milagrão, ontem à tarde, tanto um aliado, como um inimigo. Basta saber lidar com a situação, diferencia.

“Foi bem quente. É mais questão de se hidratar. Tive câimbras no meu último salto”, revela. “O importante é tomar cuidado para não sofrer lesão. O calor até ajuda, mas é preciso se cuidar. Gostei da prova”, destaca o campeão.

Assim como aconteceu com Fabiana Murer anteontem, a participação nos Abertos foi a última de Gregório neste ano. Entre janeiro e fevereiro, ele embarca para circuito indoor na Europa, mais uma etapa de treinamentos em vista ao Mundial de Atletismo, em agosto, na Rússia.

“O treinamento está bem forte para a gente competir no começo de 2013. O primeiro foco é uma temporada indoor para encaixar no outdoor (em pistas ao ar livre)”, detalha ele, que aprova a mistura de atletas consagrados como ele a jovens ainda em busca de espaço, cenário possível apenas em competições como os Abertos.

“É bacana trazer nossa experiência e também aprender com a dos mais novos. Tem uma molecada chegando aí, o que é muito bom para todos”, celebra. 

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