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Após condenações, promotor do caso Eliza diz que não há vitória

Folhapress
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O promotor Henry Wagner de Castro evitou comemorar as condenações de Luiz Henrique Romão, o Macarrão e Fernanda Gomes de Castro, ex-namorada do goleiro Bruno Fernandes.

"Não há vitória porque uma pessoa morreu. Mas é uma forma de reparação. Infelizmente nem todos foram julgados. Esse foi um júri para constatar que Eliza está morta. O próximo passo é constatar quem a matou", disse.

Macarrão foi condenado a 15 anos de prisão, sendo 12 deles em regime fechado, pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado de Eliza Samudio, em junho de 2010. Ele só foi absolvido pelo crime de ocultação de cadáver.

Já Fernanda deverá cumprir pena de cinco anos em regime semi-aberto por cárcere privado de Eliza e de Bruninho, filho dela e do goleiro Bruno.

A sentença dos sete jurados foi proferida por volta da meia-noite de ontem, após cinco dias de julgamento bastante tumultuados, em que os júris de três réus foram desmembrados, inclusive o de Bruno. Ele continuará preso.

Macarrão e Fernanda formam agora o grupo dos três envolvidos condenados no caso. O primeiro foi Jorge Luís Rosa, o então adolescente primo de Bruno que trouxe o caso a público.

Ele cumpriu dois anos e dois meses de medida socioeducativa e está num programa de proteção a testemunhas, por estar ameaçado, segundo o Ministério Público.

O próximo capítulo desse caso, iniciado em 4 de junho de 2010, quando Bruno e seus amigos levaram Eliza do Rio para Minas, onde desapareceu, já tem data marcada. Será em 4 de março de 2013.

Voltarão ao banco dos réus Bruno (acusado de planejar o assassinato), sua ex-mulher Dayanne Souza (acusada de sequestro e cárcere privado) e o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, suposto executor.

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