A nutricionista Eliane Petean Arena ressalta que a alimentação equilibra o aspecto emocional. Ela salienta que o que se come influi muito no estado psicológico da pessoa. Condições de estresse, de ansiedade e de intranquilidade alteram o metabolismo.
Eliane esclarece que, com desequilíbrio nutricional, é impossível controlar a vontade de comer uma barra de chocolate inteira ao invés de um pedaço. Se alimentar adequadamente promove o equilíbrio do sistema emocional, da parte física, da fisiológica e resulta no domínio da vontade de comer com exagero.
Isso explica porque muitas vezes o paciente não consegue cumprir uma dieta. Para ela, não significa que o paciente não tem vontade de seguir as indicações do cardápio, mas é porque não consegue. Neste estágio, Eliane comenta que o trabalho do nutricionista é ajudar a pessoa a equilibrar a parte física e emocional, com alimentos ricos em vitaminas e sais minerais.
“Em uma bula de medicação para estresse você encontra vitamina A, E e complexo B. Isso vai equilibrar o emocional. Então porque não fazer isso com alimentos?”, questiona. Para aquela pessoa que é popularmente enjoada para comer - evita verdura, legume e fruta -, a alternativa é a adoção de complementação e fitoterápicos para iniciar uma reeducação alimentar.
Fórmula
A nutricionista defende que não há dieta pronta porque cada pessoa reage de modo diferente a um determinado tipo de alimento. Eliane comenta que as pessoas pensam exclusivamente em perder peso, o que é diferente de emagrecer com saúde.
Para a nutricionista, o emagrecimento com saúde representa perder a gordura em excesso e deixar a quantidade de músculos compatível com a idade, peso e altura.
Eliane esclarece que o excesso de gordura deixa a pessoa mais cansada, mais irritada, o raciocínio fica lento pelo prejuízo da gordura no processo de oxigenação. A gordura excessiva também está relacionada à elevação do colesterol e triglicérides. A musculatura ideal beneficia a imunidade e a disposição para enfrentar a jornada de trabalho. “A resistência está maior então a pessoa não se cansa fácil”, acrescenta.
Para definir um cardápio nutricional, Eliane avalia a composição corpórea do paciente - exame de bioimpedância. A nutricionista faz um acompanhamento individualizado verificando quais alimentos a pessoa digere bem e quais não caem bem no aparelho digestivo. Com os resultados a nutricionista define se deve acelerar ou não o metabolismo, com a ingestão de vitaminas e sais minerais presentes em verduras, legumes e frutas. Dimensiona que alimento favorece o tratamento, seguindo o gosto do paciente.
Reeducação
Ela acrescenta que a reeducação alimentar passa por esse jogo de liberar o que o paciente gosta e aquilo que ele necessita comer. “Não é em um passe de mágica, mas gradativa”, define.
Para se reequilibrar o organismo, a nutricionista adota uma dieta com alimentos que agradem ao paciente. Quando há a recusa de determinado alimento, Eliane introduz suplementação e fitoterápicos administrados até fechar o ciclo de reeducação alimentar - por um período de cerca de 10 dias.
“Há pessoas que não podem ver verduras na frente que vomitam e passam mal. Isso é determinado tipo de trauma ou dificuldade de deglutição que essa pessoa teve na infância”, explica.
O cardápio também acompanha o ritmo de vida do paciente. Se no almoço, principal refeição do dia, só é possível um lanche, o jantar compensará as necessidades nutricionais.
Academia vira ‘terapia’
O objetivo de emagrecer pode desencadear mudanças significativas na vida. A cabeleireira Marinalva Branco, 30 anos, baixou seu peso dos 86 quilos para 62. Para perder 24 quilos, ela suou muito malhando na academia nos últimos dois anos e meio.
Ela e a colega de profissão Luiza Helena Barros, 29 anos, ouvem muito no ambiente de trabalho que as pessoas mantém a forma ou perdem peso com uso de medicamentos para emagrecer. A justificativa é sempre a mesma: falta de tempo para malhar.
Marinalva comenta que conhece casos de pessoas que emagreceram até 12 quilos em aproximadamente quatro meses usando remédios. “Não compensa porque recupera tudo”, garante.
A cabeleireira se considera viciada por academia. Ela e a amiga Luiza malham de segunda a sexta. As amigas consideram exercícios como o melhor remédio para a jornada estressante de trabalho.
Suplemento
A vendedora Tatiane Ferreira, 31 anos, definiu seu “corpão” com horas de malhação nos últimos cinco anos. Ela também frequenta academia de segunda a sexta. Aos sábados trabalha no período da manhã, porém não deixa de malhar durante caminhadas no final da tarde.
Ela é adepta dos suplementos alimentares, controlados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Tatiane usa no momento os termogênicos que são suplementos alimentares compostos por cafeína que é um acelerador do metabolismo. Tatiane ainda consome aminoácidos - BCA - para construir a musculatura. Ela não só consome os suplementos como também trabalha em uma loja especializada no ramo.