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542 deixam de fazer Fuvest em Bauru

Vinícius Lousada
| Tempo de leitura: 4 min

Entre candidatos e treineiros, 4.200 pessoas fizeram a prova da primeira fase da Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) em Bauru, na tarde de ontem. O processo seleciona estudantes para a Universidade de São Paulo (USP) e para a Faculdade de Ciências Médicas. O número de inscritos para a realização da prova na cidade era de 4.742.

O professor Eduardo Batista Franco, que coordena o vestibular da Fuvest em Bauru, afirma que o índice de 11,43% de abstenções mantém a média em Bauru. “Sempre gira em torno dos 10% ou 11%”, comenta.

No entanto, o índice nacional foi de 10,7%, o que equivale a 17.038 candidatos ausentes. O número é o maior já registrado na história do vestibular, ultrapassando o do ano passado, que foi de 9,95%.

Em Bauru, as provas foram aplicadas em cinco prédios do Instituto Toledo de Ensino (ITE) e na escola estadual Ernesto Monte. Na unidade de Direito, pelo menos três candidatos chegaram depois que os portões estavam fechados e não conseguiram fazer a prova.

“Vimos que dois estavam correndo para entrar às 13h. Por isso, fechamos às 13h02. Existem atas de fechamento que são assinadas, normalmente, por pais de candidatos presentes no local”, explica o coordenador.

No entanto, um grupo de concorrentes chegou ao local da prova por volta das 14h por terem confundido o horário. “Na semana passada, houve o vestibular da Unesp. Como muitos candidatos prestam os dois, misturam os horários. Mas tudo estava muito claro no manual” diz Franco.

Eduardo afirma também que não houve qualquer ocorrência durante a aplicação das provas em Bauru.


De olho

A lista dos aprovados para a segunda fase da Fuvest será divulgada no dia 17 de dezembro. As provas serão aplicadas entre 6 e 8 de janeiro de 2013. A lista final, no entanto, sai apenas no dia 2 de fevereiro.

De acordo com a Fuvest, o vestibular de 2013 teve 159.609 candidatos para 11.082 vagas. Em 2012, eram 146.892 para 10952. O curso mais disputado é o de Medicina, com 56,43 concorrentes por vagas. Em segundo lugar, está a Engenharia Civil, em São Carlos, com 53,18.

A prova da Fuvest foi composta por 90 questões de múltipla escolha sobre português, matemática, física, química, biologia, história, geografia, inglês e assuntos interdisciplinares.

 

‘Não basta ser..., tem que participar’

E quem disse que pai e mãe não sofrem junto com os filhos mais ansiosos? Um grupo deles fez questão de esperar o final das provas na porta das escolas. “Com certeza, a mãe esperar aqui dá sorte. Também coloquei nela um amuleto do Espírito Santo”, acredita Renata Machado.

Sua filha Renata, de 20 anos, busca uma vaga no curso de Letras. Como já conhecem o trânsito de Bauru, as duas fizeram questão de chegar ao prédio da ITE com muita antecedência. “Chegamos meio-dia. O tráfego por aqui já é complicado e a chuva de ontem piora”.

Mineiro de Ipatinga, Anísio Silva Horta trouxe o filho Matheus, de 17 anos, para a fazer a prova em Bauru, onde mantém uma filial de sua empresa. O garoto concorre a uma vaga em Ciências da Computação, mas, por pouco, não fica sem fazer a prova. “Nós nos enganamos com o GPS e fomos parar no outro lado da cidade. Depois, foi um sufoco chegar por causa da quantidade de carros”, conta.

Anísio está confiante e diz que o preparo do filho é seu principal amuleto. “Estudou na segunda melhor escola na classificação do Enem”, diz orgulhoso.

Linense, Maria Angélica Botoni de Souza também tomou um susto com a quantidade de alunos que prestaram a Fuvest. “Estava com meu filho no shopping. Quando vi a movimentação, pegamos um taxi na mesma hora”, conta Lucas, de 17 anos, que, pela primeira vez, concorre ao curso de Engenharia Mecânica.

 

Mais difícil

Os candidatos tinham até 18h para terminar as provas e preencher o gabarito. No entanto, poderiam sair a partir das 16h. Foi o que fez Lucas Rossi, 18 anos. Ele está concluindo o ensino médio este ano e pretende ingressar no curso de Direito, situado no Largo de São Francisco. “Eu quero só lá. Se não der desta vez, faço cursinho no ano que vem. Não tem como contestar a diferença e a qualidade”.

Lucas conta que entregou a prova em pouco tempo por conta da dificuldade da prova de matemática. “Parecia grego. Tenho uma facilidade muito maior para a área de humanidades”.

Quem já conhece as provas da Fuvest avalia que este ano o grau de dificuldade estava maior do que no ano passado. É o caso de Isadora Cristófoli Oliveira Ribeiro, 18 anos. Ela quer o curso de Turismo, mas não ‘sofreu’ com as questões de ontem. “Saí mais cedo porque já consegui passar em uma universidade do Paraná, que eu prefiro”.

O treineiro Lucas Moço Moreschi, 17 anos, mora em Bariri e também não ficou muito tempo na prova. “Fiz o que eu sabia. O que eu não conseguia fazer, tentava responder por eliminação”, diz ele, que está matriculado no segundo ano de ensino médio.

 

Confira gabarito divulgado na noite de domingo:

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