São Paulo - Um menino de 4 anos morreu afogado em uma escola particular em Moema, bairro nobre da zona sul de São Paulo, na manhã de ontem.
De acordo com a polícia, o grupo de 14 crianças participava de uma aula de educação física na piscina do Centro Educacional Brandão quando o menino se afogou.
O garoto chegou a ser socorrido por funcionários e levado pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para Hospital São Paulo, mas chegou sem vida ao local.
Em nota, a direção da instituição afirma que a “criança foi socorrida por profissionais treinados e certificados como socorristas” e que vai “prestar todo o apoio possível à família do aluno, cuja dor e sofrimento não podem ser medidos”.
Sem regulamentação
Não existe, no Brasil, uma regulamentação específica que garanta a segurança de crianças em piscinas.
A falta de normas para aulas de natação, tanto estruturais quanto em relação aos profissionais, deixa a cargo de cada local a definição das medidas de segurança.
Segundo o Conselho Regional de Educação Física (Cref-SP), cada estabelecimento (como academias e clubes) deve ter um profissional de educação física que fica responsável pela parte técnica, que garante o bom andamento das atividades realizadas. É ele que determina o número de profissionais que fazem o monitoramento.
Para Antônio dos Santos, dono e professor de uma escola de natação no Rio, os critérios são decididos na base do bom senso. “Não existe regra, o que vale é a opinião do profissional de educação física. Não existe um número de alunos máximo para cada professor, vai do bom senso garantir a segurança dos alunos”.
Santos perdeu, ano passado, sua filha de dez anos. Ela se afogou em uma piscina por ter o cabelo enroscado no ralo. “Até um ralo inadequado pode causar acidentes”.
Após o episódio, Santos se juntou a um grupo de pessoas que passaram por casos parecidos e ajudou na produção de uma proposta de lei levada em 2011 ao Congresso Nacional para regulamentar a segurança de piscinas. Até hoje nenhum retorno foi dado ao grupo.