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Portugal aprova orçamento para 2013 com forte aumento de impostos

Folhapress
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Lisboa - O Parlamento português aprovou ontem um orçamento para 2013 com medidas de austeridade sem precedentes, que o governo, apesar do descontentamento social e das críticas, considera indispensáveis para a recuperação do país, submetido a uma ajuda financeira internacional há mais de um ano.

O texto foi adotado com os votos da maioria absoluta que apoia o Executivo de centro-direita. A oposição de esquerda votou contra o documento. “O orçamento do Estado para 2013 é mais um passo sólido no caminho da recuperação”, declarou, antes da votação, o ministro das Finanças português, Vitor Gaspar.

O governo de centro-direita liderado pelo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho conta com uma confortável maioria na Assembleia, o que já antecipava que o orçamento seria facilmente aprovado, como já ocorreu há um mês, em primeira leitura.

O orçamento prevê uma alta generalizada do imposto de renda, com uma taxa de 14,5% para as mais baixas e de 48% para as mais altas. Os valores dos auxílio-desemprego e doença serão reduzidos em 5% e em 6%, respectivamente.

Este orçamento, que permitirá uma economia de 5,3 bilhões de euros financiada em mais de 80% pelos aumentos de impostos, foi muito criticado e desencadeou várias manifestações. Uma delas, no dia 14, registrou violentos confrontos, incomuns em Portugal. Ontem, milhares de pessoas voltaram a protestar, em frente ao Parlamento, em Lisboa.

O Partido Socialista, principal formação opositora, votou contra o orçamento, confirmando sua rejeição a uma austeridade que considera, agora, “excessiva”.

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