Ramallah - Peritos forenses retiraram ontem amostras dos restos mortais do líder palestino Yasser Arafat, na Cisjordânia, como parte da investigação a respeito das suspeitas de que ele teria sido envenenado com o elemento radiativo polônio, difícil de ser rastreado. Arafat morreu há oito anos, mas as teorias conspiratórias a respeito disso nunca cessaram. Muitos estão convencidos de que seu líder foi vítima de assassinato por agentes israelenses e pode ter sido envenenado intencionalmente ou não por um palestino. E podem continuar convencidos disso qualquer que seja o resultado da autopsia.
O corpo de Arafat foi descoberto no túmulo e amostras foram retiradas sem mover o cadáver. A tumba foi fechada horas depois e coroas de flores foram colocadas por líderes palestinos, incluindo o primeiro-ministro, Salam Fayyad.
O chefe do comitê de investigação palestino, Tawfiq Tirawi, disse que o procedimento transcorreu sem problemas. Uma equipe médica palestina colheu as amostras e as entregou a cada uma das equipes suíça, francesa e russa.
“Precisamos de provas a fim de encontrar os que estão por trás deste assassinato e levá-los ao TPI (Tribunal Penal Internacional)”, disse ele. “Israel está ocupando a nossa terra, e assassinatos não são novidade, eles cometeram muitos, publicamente e secretamente. O que os impediria de assassinar Abu Ammar (Arafat)?”
Juízes franceses abriram em agosto uma investigação sobre a morte de Arafat, que ocorreu em um hospital de Paris. A decisão foi tomada porque um instituto suíço descobriu níveis elevados de polônio em roupas entregues pela viúva dele, Suha.