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Brasil terá menor crescimento entre os emergentes em 2012, diz OCDE

Folhapress
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São Pailo - A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informou que o Brasil terá em 2012 a menor taxa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) entre os emergentes avaliados pelo último relatório do órgão, divulgado ontem.

Segundo a entidade, o País terá 1,5% de aumento das riquezas em 2012, o menor índice entre os seis países emergentes avaliados.

O número é 1,1 ponto percentual menor que o quinto colocado, a África do Sul, que enfrentou dois meses de greve de mineiros, um dos setores mais importantes de sua economia, e um quinto do obtido pela líder China.

A situação brasileira para os próximos anos, no entanto, deverá ser melhor. A OCDE prevê que o Brasil deverá crescer 4% no ano que vem e 4,1% em 2014, ano em que a economia deverá ser impulsionada pelos efeitos da Copa do Mundo.

Para o órgão, o Brasil retomará o crescimento no quarto trimestre, após um início considerado hesitante. Os principais motivos para retomada são a recuperação tímida do mercado chinês, a desvalorização do real e os incentivos do governo a setores como a construção e a indústria nacional.

Ao mesmo tempo, a OCDE pede redução de impostos, reformas tributária e trabalhista, aprofundamento dos mercados financeiros de longo prazo e investimentos em infraestrutura para retomar o crescimento.

A organização ainda criticou a taxação de importações, que foi chamada de medida protecionista. A OCDE diz que as sobretaxas podem ajudar a indústria local por um momento, mas escondem a necessidade de ajustes estruturais e podem prejudicar o crescimento em longo prazo.

Para os próximos anos, o Brasil deverá superar países como México, Rússia e África do Sul, mas ainda ficará atrás de China e Índia, principais motores dos Brics.

O crescimento será incentivado especialmente pelos investimentos para atender à Copa do Mundo e aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio.

No mesmo relatório, a OCDE reduziu novamente suas previsões de crescimento mundial por causa do aumento dos efeitos da crise econômica da zona do euro no mercado financeiro.

 

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