A partir de 30 de novembro, cerca de 80 milhões de brasileiros – trabalhadores do mercado formal, empregados domésticos, beneficiários da Previdência Social, aposentados e beneficiários de pensão da União e dos Estados – vão receber a primeira parcela do 13º salário.
De acordo com estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), publicado no site, até dezembro devem ser injetados na economia brasileira cerca de R$ 131 bilhões em decorrência desse pagamento. Já no Estado de São Paulo, a fatia representa R$ 39,4 bilhões, o equivalente a 2,7% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual.
Com dinheiro a mais no bolso, muitas pessoas têm dúvidas sobre o que fazer. Para Flavio Mangili Ferreira, docente da pós-graduação Controladoria e Finanças do Senac Bauru, a melhor opção é criar uma reserva para contas do início de 2013. “No ano novo ocorrem vários compromissos financeiros previsíveis, como o Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), matrícula e mensalidade da escola dos filhos, material escolar e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU). Guardar parte do 13º salário para esses pagamentos é uma boa opção para evitar apertos”, afirma.
Segundo o docente, uma parte do salário deve ser reservada para quitar contas, principalmente pelas pessoas que estão no cheque especial ou possuem outras dívidas pendentes. “Os endividados devem utilizar o dinheiro para o pagamento de dívidas, pois quanto mais tempo se demorar parar quitá-las maior será o acúmulo de juros. Com o valor em mãos, é possível renegociar ou abater o total”, garante.
Já para quem não tem dívidas, o melhor, diz o docente, é investir o dinheiro em compras inteligentes, como por exemplo, pacotes de estudo, viagens, serviços de assinatura ou bens duráveis. “Compras são positivas quando atendem às necessidades do comprador, ou seja, quando é possível utilizar o produto ou serviço completamente e conseguir obter todos os benefícios dele”, afirma.