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Acusado de obrigar jovens a pular do trem vai a júri popular

Folhapress
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Um dos acusados de obrigar dois jovens a pular de um trem na estação Brás Cubas, em 2003, em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, irá a júri popular. A decisão foi mantida após a ministra Laurita Vaz, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), negar o pedido de impedir que o caso fosse a júri popular. O advogado de defesa tinha entrado com um pedido de recurso especial para anular a decisão judicial que determinou que se o acusado fosse julgado por um tribunal de júri.

A defesa argumentou que a decisão do juiz não foi neutra e permitiu que os jurados fizessem juízo de valor sobre o caso. Na avaliação da ministra, o juiz foi neutro e não expressou nenhuma opinião que influenciasse o júri a entender que o réu tinha sido autor do delito, como alegava a defesa. Para ela, a decisão limitou-se a apontar os indícios de autoria decorrentes das provas, não havendo excesso de linguagem.

O processo corre em sigilo judicial. Em maio de 2011, Juliano Aparecido de Freitas, outro acusado pelo crime, foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pela morte de Cleiton da Silva Leite e tentativa de homicídio contra Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro. Ele vai recorrer em liberdade.

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