O Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru (Seesb) confirmou que não pagou a fatura do cartão de crédito Sorocred, mesmo tendo recolhido o dinheiro de seus associados, que têm seus gastos descontados da folha de pagamento. A entidade alega que isso ocorreu por conta de irregularidades descobertas durante auditoria interna.
Entre as ocorrências, segundo o sindicato, estão cartões clonados e de filiados fantasmas. “Por isso, foi necessário suspender o pagamento da fatura até que sejam checados os nomes e os gastos de todos os usuários do cartão, desde que foi firmado o contrato com a Sorocred”.
Acontece que, em razão do não pagamento, os funcionários estão com seus cartões bloqueados, mesmo tento ‘arcado’ com suas despesas do mês anterior. Além disso, o Seessb não avisou a categoria sobre sua decisão e muitos foram pegos de surpresa e submetidos a situações de constrangimento.
Em nota enviada à imprensa, o sindicato informa que os resultados preliminares da auditoria que apontou as supostas irregularidades estão sob sigilo judicial. O texto diz ainda que todos os compromissos financeiras da entidade serão honrados.
Na seara da disputa sobre o controle do sindicato, já relatado pelo Jornal da Cidade, o Seessb pede para que os trabalhadores “não deem crédito a falsas denúncias”.
Em relação a suposto uso indevido do cartão por membros da diretoria da entidade, que teriam limite de gastos mensais acima do permitido, o sindicato alega que essas deliberações foram de responsabilidade da conselheira fiscal Marilsa Sales Braga, que também teria encabeçado as negociações do contrato com a Sorocred.
A presidente da entidade, Vera Lúcia Salvadio Pimental, afirma que, em casos de dúvidas, os filiados devem procurar a sede do Seessb, que fica na rua Cussy Júnior, 12-59.