Polícia

Mais de R$ 280 mil são apreendidos no Pousada

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 2 min

Vários maços de dinheiro com suspeita de serem ilícitos foram apreendidos ontem, no final da tarde, num imóvel situado na quadra 2 da rua João Bastos Pereira, no Pousada da Esperança 1, em Bauru. Após a conclusão da contagem eletrônica à 0h15 deste domingo (2), a Polícia Militar apurou que o montante chegou a R$ 280.094,50.

A quantia estava sob a responsabilidade de Caio Renan da Silva Santos, 18 anos, preso em flagrante por ocultação da natureza ou origem de valor proveniente direta ou indiretamente de infração penal. Trata-se de um crime previsto na lei 12.683, que alterou a antiga legislação de lavagem de dinheiro e foi sancionada há menos de cinco meses. Pela primeira vez a lei foi utilizada em Bauru pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG).

Agora caberá a Polícia Civil apurar a origem do montante, cujos maços cercados por fitas adesivas indicavam valores que seriam confirmados. Ao que tudo indica, o dinheiro está associado ao tráfico de drogas, crime considerado carro-chefe. No entanto, também pode  estar associado a outros delitos, como roubos em ‘saidinha’ de bancos, de malote ou furto de caixas eletrônicos.

A investigação indicará, por exemplo, se as notas são sequenciais. A Polícia Militar chegou até elas durante patrulhamento no Pousada da Esperança. Caio circulava numa bicicleta quando avistou a viatura, tentou fugir e abandonou uma sacola. Na sequência, foi abordado. Estava em frente da própria casa, onde mora apenas com os pais.

Quando os policiais vistoriaram a sacola encontraram outra, com muito dinheiro dentro. Juntas as notas pesavam cerca de 1,5 quilo. Porém, outras sacolas ainda mais pesadas foram encontradas no quarto do rapaz, que não contou de quem as recebeu e nem de quem é o dinheiro.

As cinco sacolas estavam num caixa, coberta por roubas e bichos de pelúcia, numa espécie de estante no quarto de Caio. Quando foram identificadas, surpreenderam a família do rapaz, considerada idônea no bairro. Quando a perícia pegou a máquina, encontrou dentro dela uma sacola pequena com um valor também não especificado. Ele confirmou ser seu pagamento. Agora, corre o risco de ser condenado por um crime, cuja pena varia de 3 a 10 anos de reclusão.

Uma empresa de segurança emprestou ontem uma máquina para que o montante apreendido fosse contado. 

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