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NYT relaciona morte de PMs a falta de apoio e baixos salários

Folhapress
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São Paulo - O jornal americano “The New York Times” voltou a retratar a violência em São Paulo em artigo de opinião publicado anteontem. De acordo com o jornal, o alto número de policiais militares assassinados está relacionado aos salários baixos e a falta de apoio oferecida pelo Estado aos PMs.

O texto foi assinado por Graham Denyer Willis - candidato a pós-doutorado em estudos e planejamento urbano no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e que realiza pesquisa focada na cidade de São Paulo.

Segundo a publicação, a polícia de São Paulo vive uma guerra contra o PCC. “Até agora, 94 policiais foram mortos em São Paulo em 2012 - número duas vezes maior do que no ano passado. Entre julho e setembro, policiais militares em serviço mataram 119 pessoas na região metropolitana e, apenas nos três primeiros dias do mês de novembro, 31 pessoas foram assassinadas na cidade”.

Para o pesquisador, o alto número de PMs assassinados é reflexo da falta de apoio que recebem do governo, já que com salários baixos, os soldados são forçados a viverem em comunidades pobres, próximo a membros de facções criminosas.

“Em cidades em expansão como São Paulo, os policiais mal remunerados com frequência vivem lado a lado com membros do crime organizado em periferias urbanas espalhadas pela cidade e negligenciadas pelo governo. Frequentemente designados para trabalhar em áreas distantes de suas casas, eles estão protegidos em serviço, mas, fora do horário de trabalho, não dispõem de praticamente nenhuma segurança”, diz o artigo.

O caso de Marta Umbelina da Silva de Moraes, 44 anos, primeira mulher a morrer nos assassinatos em série de PMs na Grande São Paulo, é citado no artigo. No dia 3 de novembro, a soldado - que realizava trabalhos administrativos e nunca prendeu ninguém - levou ao menos dez tiros ao chegar em casa, na Vila Brasilândia, também zona norte, depois de ter ido buscar a filha caçula, de 11 anos.

 

Único erro

De acordo com o “NYT”, “o único erro de Marta foi viver em uma comunidade desfavorecida, e, como policial, ela não estava sozinha. Quase todas as mortes de policiais de São Paulo em 2012 aconteceram quando eles estavam fora de serviço.”

Segundo o texto, é quase impossível “subir os degraus corporativos da força policial”. “Os concursos públicos da polícia brasileira selecionam seus candidatos por nível educacional e criam empecilhos para o crescimento profissional e a mobilidade econômica”. Sem conseguir deixar as comunidades pobres, os policiais são forçados a esconder a profissão, evitar qualquer tipo de contato social, tornar-se corrupto ou até mesmo participar de grupos de milícia, diz o artigo.

O pesquisador afirma que os líderes políticos não podem fugir da responsabilidade. “Apesar de ter aumentado modestamente o salário dos policiais nos últimos anos, [o governador Geraldo Alckmin (PSDB)] fez pouco para amenizar a exposição dos oficiais de baixo escalão”.

Para Willis, a troca da cúpula de Segurança Pública do Estado é um avanço, mas a nova liderança deve estar aberta “a novas ideias e que coloque em prática uma visão que ataque diretamente as falhas do sistema”.

“O aumento de salários e a eliminação de dificuldades de desenvolvimento de carreira ajudam; no entanto, o Brasil e outros governos latino-americanos precisam encontrar maneiras de transformar os policiais em recursos valiosos e respeitados em suas próprias comunidades, através da projeção de uma imagem mais humana da força policial ou de seu uso em outros serviços públicos locais”, conclui o artigo.

 

Homem é preso com explosivos

São Paulo - Um empreiteiro de 29 anos foi preso em Sapopemba, zona leste, na manhã de quinta-feira, sob a acusação de ser um dos líderes de uma quadrilha especializada em arrombamento de caixas eletrônicos e roubo de motos em São Paulo.

O suspeito era monitorado há pelos menos 20 dias pelos investigadores do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e foi detido em uma residência na rua Ribeiro Duarte, local apontado como ponto de armazenamento dos equipamentos usados no arrombamento de caixas eletrônicos.

Policiais civis do Deic apreenderam com o suspeito explosivos, detonadores, cilindros de acetileno, equipamentos usados para cortar caixas eletrônicos, uma pistola 9mm e munições, informou a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Os materiais apreendidos estavam espalhados por diversos cômodos do imóvel.

De acordo com o delegado José Antônio do Nascimento, o suspeito não tinha passagem criminal, mas o material apreendido na residência e os levantamentos sobre os crimes em que ele teve participação resultaram na detenção.

 

Ex-PM é morto a tiros em Garulhos

São Paulo - Um ex-policial militar foi morto e outras cinco pessoas ficaram feridas após terem sido baleados em Guarulhos, na Grande São Paulo, na tarde de ontem.

De acordo com a Polícia Militar, o grupo estava na frente de um bar, na rua Coronel Rafael Tobias, no bairro de Itapegica, quando quatro suspeitos passaram atirando de um Volkswagen Fox, por volta das 17h30.

As vítimas foram socorridos ao Complexo Hospitalar Padre Bento. O ex-PM, que ainda não teve o nome divulgado, não resistiu aos ferimentos e morreu. O caso deve ser registrado no 2º DP (Vila Galvão).

 

Adolescente ferido

Um policial militar à paisana acertou um tiro na cabeça de um adolescente de 17 anos durante uma tentativa de assalto na tarde de ontem, em São Paulo. Ele foi socorrido em estado grave e passava por cirurgia no início da noite. Outro suspeito conseguiu fugir.

O ferido foi socorrido para o PS do Hospital da Vila Nova Cachoeirinha, depois foi transferido para a Santa Casa para fazer uma cirurgia.

 

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