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Bar de Ribeirão Preto homenageia Sócrates após um ano de sua morte

Folhapress
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Um ano depois da morte do ex-jogador e médico paraense Sócrates, o bar Empório Brasília, no centro de Ribeirão Preto, bastante frequentado pelo "doutor", inaugurou um quadro com a mensagem dita pelo atleta há 29 anos: "Quero morrer num domingo e com o Corinthians campeão".

Uma reunião com amigos próximos marcou a noite da homenagem, que aconteceu nesta segunda-feira (3) no bar.

No ponto de encontro dos amigos já existe um quadro de madeira com a inscrição "Mesa do Magrão", sobre a mesa onde o ex-atleta costumava se sentar.

O quadro ganhou, acima, um cartaz com o rosto de Sócrates e a nova inscrição. Curiosamente, a frase soou como premonição: o ídolo corintiano morreu em um domingo, justamente no dia em que seu time venceu o Campeonato Brasileiro.

Alguns dos amigos próximos de Sócrates se reuniram no bar, na mesa de sempre, para relembrar os velhos tempos. Estiveram presentes os jogadores Leonardo (filho do Casagrande e atual jogador do Botafogo de Ribeirão), Paulo Egídio (ex-atleta do Vasco), Márcio Pallandri (ex-Botafogo de Ribeirão e dono do Brasília), Paulo César (ex-Fluminense) e Juninho Fonseca (ex-Corinthians e ex-Seleção Brasileira), além dos colegas Bueno e Fernando Kaxassa.

Pallandri, o dono do bar, diz sentir falta da autenticidade e simplicidade do amigo. "Quem convivia com o Sócrates sabe que ele não era de enrolação. O Doutor falava na cara o que tinha que falar".

Perfil

Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Oliveira morreu aos 57 anos em consequência de um choque séptico, que ocorre quando bactérias de uma infecção chegam à corrente sanguínea e se espalham pelo corpo, no dia 4 de dezembro de 2011.

O ex-jogador foi internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, após ser diagnosticado com infecção intestinal.

Além de Corinthians e Botafogo-SP, Sócrates jogou também pelo Flamengo, Santos e Fiorentina, da Itália. Formado em medicina, trabalhava como comentarista na TV Cultura e era colunista do "Agora São Paulo", do Grupo Folha, e da "Carta Capital". Ele defendeu a seleção nas Copas de 1982 e 1986.

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