Polícia Rodoviária/Divulgação |
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A segurança do motorista, independente de estar na malha urbana ou na rodovia. De modo acertado, foi exatamente este o ponto priorizado em reunião ontem entre a Polícia Militar Rodoviária e a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb). Após polêmica sobre a interdição na rodovia Marechal Rondon (SP-300), os órgãos chegaram a um acordo e, inclusive, alteraram o planejamento inicial.
A divergência de posicionamentos foi divulgada com exclusividade pelo JC na edição de ontem após a Polícia Rodoviária divulgar que, desde a segunda-feira até o dia 14, dois acessos para a rodovia pela Nuno de Assis seriam obstruídos das 7h às 9h.
A interdição atinge quem quer acessar a Rondon e transita pela Nuno de Assis, no sentido Centro-bairro. “Após a reunião de ontem, decidimos encurtar o período desta interdição. Iria ficar até o próximo dia 14, porém, encurtamos para até esta sexta-feira”, explica o presidente da Emdurb, Nico Mondelli.
Além desse acesso, outro também estava interditado. “Esse segundo ponto já está liberado de vez”. A interdição cancelada atingia quem vinha direção contrária da Nuno de Assis e pegava a alça de retorno para ingressar no sentido Centro-bairro pelo viaduto André de Blóis Montoro.
O plano de interdição tinha por objetivo, de acordo com a Polícia Rodoviária, dar mais fluidez e segurança aos motoristas na Rondon. “A análise dos dados estatísticos demonstra que no ano de 2012, no período compreendido entre 1.º de janeiro e 28 de novembro de 2012, ocorreram 155 acidentes entre os quilômetros 341 e 343, na pista leste da SP-300”, apontou a polícia, em nota.
Como grande parte das ocorrências foram registradas entre 7h e 9h, a decisão de fechar o acesso pela Nuno de Assis visava reduzir os riscos para os motoristas e mostrar a necessidade de reformas.
Polêmica
A interdição, contudo, não agradou ao município. A polêmica se baseou no seguinte reflexo: menos carros na rodovia - que já é usada como avenida de ligação entre os bairros - significa mais carros no trânsito urbano. Ontem, porém, os órgãos entraram em um acordo.
“Acredito que tudo não passou de uma falta de diálogo. E resolvemos isso agora. Além de termos feitos alterações nas interdições, vamos nos ajudar”, apontou Nico Mondelli, após se reunir com homens da Polícia Rodoviária e do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar (PM) e o chefe dos agentes de trânsito da própria Emdurb.
O presidente da empresa municipal descartou qualquer medida judicial depois do acordo.
“Entendemos as necessidades uns dos outros. A preocupação da polícia com o trecho urbano da Rondon é muito pertinente. Vamos disponibilizar agentes da Emdurb em alguns pontos, como na Severino Dantas de Souza e na Aimorés com a Marcondes Salgado”, conclui Nico Mondelli.
Por melhorias
Após a reunião, Emdurb e Polícia Rodoviária perceberam que falavam a “mesma língua”. Até porque a própria interdição tinha como objetivo um desejo em comum de ambas as instituições: mostrar que a Marechal Rondon precisa de reformas e melhorias rapidamente.
Na nota emitida pela assessoria de comunicação informando a interdição, a Polícia Rodoviária afirmava que a estratégia servia “de parâmetro, por parte da Concessionária que administra o trecho, ViaRondon Concessionárias de Rodovias, para reforçar junto a Artesp a antecipação das obras de construção das Marginais”.
O presidente da Emdurb, Nico Mondelli, afirma que, agora, a empresa vai elaborar um relatório em conjunto com a polícia. “Depois, enviaremos para a ViaRondon e para a Agência de Transporte de Estado de São Paulo (Artesp). Tanto nós (município) quanto a polícia queremos mostrar que é preciso haver mais investimentos e melhorias na rodovia”, finaliza.
A assessoria de comunicação da concessionária ViaRondon foi acionada na tarde de ontem, porém, até o fechamento desta edição, não respondeu.