Damasco - O vice-chanceler da Síria, Faisal Maqdad, acusou ontem as potências ocidentais de usarem a suspeita de que o regime sírio possa usar armas químicas para justificar uma possível intervenção militar. O governo enfrenta rebeldes desde março de 2011.
O anúncio foi feito no mesmo dia em que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, se reuniria com o chanceler da Rússia, Sergei Lavrov, e o enviado especial da ONU ao país árabe, Lakhdar Brahimi. Os três deverão comentar sobre a crise no país, que deixou mais de 40 mil mortos em 20 meses, segundo ativistas.
Em entrevista Maqdad voltou a dizer que Damasco não atacará a população com armas químicas. “Nós reiteramos, pela décima, pela centésima vez que, mesmo tendo essas armas, elas não serão usadas contra nossa população. Nós não cometeríamos suicídio”. O representante do regime afirmou que os informes de países ocidentais sobre o uso do armamento são um mero teatro e que teme uma conspiração para uma intervenção militar.
No início da semana, os Estados Unidos levantaram a hipótese de que as armas químicas poderiam ser usadas na Síria, mas sem dar indícios de que isso aconteceria.