Segundo alguns estudos, a data 25 de dezembro foi escolhida na época do bispo de Roma Hipólito, no século III d.c., entre os anos de 325 e 354 d.c.. Mas o dia do nascimento foi oficializado em 440 d. C., com o objetivo de solidificar a Fé Cristã. Juntos foram criados vários símbolos natalinos, como a árvore de natal, que hoje até de ouro é feita.
É sobre a árvore que vamos refletir. Esta é de origem germânica. Existem várias lendas sobre sua origem. No tempo do monge São Bonifácio, foi utilizado o pinheiro para substituir os sacrifícios pagãos a Odin com Carvalho, árvore sagrada, onde eram colocados presentes ou ofereciam sacrifícios humanos ou de animais. Outra lenda conta que nas vésperas do solstício de inverno, os povos pagãos da região dos países bálticos cortavam pinheiros e enfeitavam, semelhante a hoje. E que no século XVI, Martinho Lutero seria o primeiro a adornar uma árvore com luzes no dia de Natal como símbolo do nascimento de Jesus. E assim como outras versões. Independentemente da lenda sobre a origem da árvore de natal, podemos afirmar que a arvore é um símbolo de vida, esperança, paz e de representação da natureza.
Hoje o sentido comercial do natal tem sobressaído com relação ao cristão, pois a figura de Papai Noel está mais em evidência nas lojas, casas, ruas, nos enfeites de natal do que o nascimento de Jesus, que fica mais restrito as Igrejas com o presépio introduzido por São Francisco de Assis no século XIII. As músicas de Natal dão a ideia de um mundo cheio de paz e amor entre as pessoas. No entanto, os noticiários nacional e internacional da imprensa falada e escrita mostram a realidade totalmente diferente com mundo de ódio, guerras, violência contra pessoas e animais, tristeza, pessimismo e destruição da natureza por desmatamento, poluição do ar, águas, solo, extinção de espécies e outras formas.
Sabemos que muita gente nos diversos países do mundo estão fazendo algo de positivo para a humanidade e deveríamos ouvir e ver mais estas atitudes para formar uma atmosfera mais otimista e de esperança num mundo melhor, ao invés de pensarmos em fim de mundo enxergarmos a possibilidade de construção de um mundo melhor em que o homem mude sua mentalidade e ação e como de uma pequena semente cresce uma grande árvore assim nossas crianças se tornem realmente humanos. Termino com o pensamento do cacique Seattle (1855), índio norte americano. "De uma coisa temos certeza: a terra não pertence ao homem branco; o homem branco é que pertence à terra. Disso temos certeza. Todas as coisas estão relacionadas como o sangue que une uma família. Tudo está associado. O que fere a terra fere também os filhos da terra. O homem não tece a teia da vida; é antes um de seus fios. O que quer que faça a essa teia, faz a si próprio." Feliz Natal a todos.
A autora, professora Marcia Regina Nava Sobreira, é colaboradora do Jornal da Cidade