Estive em São Paulo, para na condição de membro do Conselho Superior do Centro do professorado Paulista, participar da última reunião do ano de 2012 do Conselho Superior, na Sede Central do CPP, à avenida Liberdade, n. 928.
Após a o encerramento da reunião, houve o tradicional almoço de confraternização de final de ano, no próprio salão de festa da CPP, oferecido pela diretoria do CPP. A reunião teve a participação dos membros do Conselho Superior e Diretores das sedes regionais. Um dos assuntos tratados, por ser não apenas de interesse dos professores, mas de todas as pessoas, por referir-se à educação, formação das novas gerações, trago à público.
A Lei Complementar n. 1.143/11 dispõe sobre novo Plano de Carreira para o magistério público estadual de São Paulo. A nova carreira inclui: jornada de trabalho, intertícios para a progressão na evolução funcional, introduzindo mais níveis/faixas para o professor e mais quatro para diretor e superor.
A preocupação está na implantação dos 11 níveis/faixas.Apesar dos inúmeros questionamentos do CPP, o Secretário da Educação, não gante o reenquadramento dos professores aposentados, que ficam excluidos. Isto é um absurdo! É preconceito etário contra a velhice, justamente quando o Governo Federal, cria o conceito de cotas raciais e vagas na classificação nos exames vestibulares para ingresso no ensino superior.
Comporta lembrar: Rui Barbosa dizia: "O cidadão que a Lei aposentou, jubilou ou reformou, assim como ao que ela conferiu uma pensão, não recebe esses benefícios em pagamento de serviço que esteja prestando, mas em retribuição de serviços ?que já prestou?, e cujas contas se liquidaram e se encerraram com um saldo em seu favor, saldo "reconhecido pelo Estado" com a estipulação "legal" e lhe amortizar mediante uma renda "vatilícia" na pensão, na reforma, na jubilação ou na aposentadoria.
Como se constata, a atitude da Secretaria da Educação do Estado/SP é uma atitude etarista, que nutre preconceito de idade contra o aposntado, a velhice. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, Estado mais progressita e rico do Brasil, precisa dar exemplo positivo de comportamento educacional ao País. Quer dizer, respeito, recolhecimento aos professores aposentados, não marginalizá-los.
A responsabilidade das secretarias da Eucação, municipal, estadual, o Ministério da Educação e todos os governantes e políticos em geral é muito grande. Pois que tipo de homem desejamos formar das crianças e jovens que educamos? Nunca criar preconceito etário contra a velhice.
Rodolpho Pereira Lima, 81 anos, professor aposentado do magistério estadual, é membro efetivo do Conselho Superior do Centro do Professorado Paulista - CPP, mandato 2012/2016