Tribuna do Leitor

Padrões "perfeitos"


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O recente artigo publicado no jornal Segunda-Feira, com o título "Vida ganha", nos obriga a pensar sobre o destino da humanidade com relação às escolhas e os valores. É nítido que atualmente não se cultua apenas o deus mercado, mas também o deus facebook, tecnologia e materialismo. Nasci e cresci em uma época em que computador (ainda na versão DOS preto e branco) era apenas para pessoas as quais trabalhavam em escritórios, empresas, bancos, "coisa de gente grande"; celular, nem sequer imaginávamos sua existência; notebook era apenas a tradução de caderno e tecnologia era um termo muito distante de nossa realidade. Atualmente, a geração ano 2000 em diante parece ser gerada dentro de uma cápsula tecnológica. Vemos crianças de 4 anos ou talvez menos que nem sequer conhecem bonecas ou carrinhos, mas que já possuem sim um perfil em redes sociais e que portam celulares com recursos inimagináveis. Vemos a base família sendo alterada por diversos padrões e seus filhos sendo jogados à própria sorte para serem criados pelo mundo ou "educados" sem nenhuma base espiritualista.

Hoje, é muito fácil estar fora dos padrões "perfeitos" ditados pela sociedade. Se você não tem perfil em redes sociais, se não tem um smartphone ou algo mais avançado, se não frequenta determinada "balada", se não veste roupas da revista de moda, se não tem smartTV, se não é "popozuda com cara e corpo completamente masculinizados", e por aí vai. Com certeza, diante de tudo isso, o senhor Antonio das Couves do artigo é rotulado como "homem das cavernas" e a ninfa Ingrid a deusa mundana que se encaixa perfeitamente em todos os padrões ditados pelo deus mercado, pelo deus consumismo. Mas, e aos olhos de Deus? Quem está correto? Quem vive de verdade? Ah, sim, Deus não tem lugar na vida dos cultuadores do capitalismo e da tecnologia. Deus não é conhecido pela geração "tudo para ontem". Talvez porque Deus não tenha perfil nas redes sociais.

Juliana Cristina Rubio Lampkowski

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