Cairo - As Forças Armadas egípcias disponibilizaram mais de 120 mil soldados e 6 mil veículos militares para garantir a segurança do referendo constitucional que começa amanhã.
Em um comunicado divulgado ontem pela agência estatal de notícias Mena, o exército assegurou que mobilizou unidades para proteger os colégios eleitorais e as instalações estratégicas em todas as províncias do país.
Além disso, colaborará com o Ministério do Interior, que também foi encarregado da segurança do pleito. O presidente Mohamed Mursi ordenou esta semana que o exército preserve a segurança do país durante o referendo, que será realizado nos dias 15 e 22 deste mês.
Mursi emitiu um decreto que também autoriza as Forças Armadas a deter civis. Os militares devem coordenas suas ações com a polícia egípcia para velar pela segurança no país, até que o resultado do referendo seja divulgado.
Na quarta, a Frente de Salvação Nacional, que agrupa grande parte da oposição laica, anunciou que não irá boicotar a votação, mas pediu que seus apoiadores votem “não”. A condição para não seguir adiante com o boicote é que a votação seja realizada apenas em um dia e sob completa supervisão judicial.
Conspiração
Às vésperas do referendo, os islamitas que governam o país acusam o antigo regime de uma conspiração para derrubar o presidente.
“Eles têm dinheiro roubado de sobra e estão usando as forças de oposição como fachada para sabotar um presidente eleito democraticamente”, disse o porta-voz da Irmandade Muçulmana, Mahmoud Gozlan.