Rural

Brasil enviará três missões a países para explicar vaca louca

Da Redação
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O governo brasileiro vai enviar missões oficiais para Japão, China e África do Sul para esclarecer o caso não clássico de EEB (Encefalopatia Espongiforme Bovina), conhecido como mal da vaca louca, ocorrido em 2010 no Paraná e divulgado na sexta-feira. O anúncio das missões foi feito hoje pelo Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento).

Os três países foram os únicos que notificaram o governo brasileiro da interrupção temporária da importação de carne bovina do Brasil, segundo maior exportador mundial, até o momento. O Japão fez o anúncio sábado, no dia seguinte à divulgação do caso pelo Brasil, e China e África do Sul suspenderam as compras hoje.

O ministério diz que os países já receberam informações do governo brasileiro sobre o tema e que outros esclarecimentos serão prestados nos próximos dias. O secretário-executivo da pasta, José Carlos Vaz, informou em nota que "é natural, ao tomar conhecimento via imprensa, que a reação de alguns países seja de cautela".


Suspensão

Rússia, Irã e Venezuela dizem estudar a suspensão das importações da carne brasileira.

O ministério informou também que o Brasil está intensificando os contatos com os maiores importadores da carne bovina brasileira. "Serão prestadas todas as informações aos parceiros comerciais do Brasil em todo o mundo", diz nota do Mapa.

O secretário de defesa agropecuária da pasta, Ênio Marques, ressaltou no comunicado que "o rebanho brasileiro é de qualidade, o sistema veterinário brasileiro é um dos melhores do mundo e em breve as negociações serão normalizadas".


Exportações

No acumulado do ano até outubro, o Brasil exportou 1,024 milhão de toneladas de carne bovina --somando miudezas, in natura e industrializados--, segundo dados do Agrostat (Sistema de Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro).

No período, a China importou 10,1 mil toneladas de carne brasileira, o Japão adquiriu 1,3 mil toneladas e a África do Sul, 293 toneladas. Juntos, os três países respondem por apenas 1% das exportações brasileiras.

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