Política

Discussão por Amarildo

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 1 min

Com a publicação em Diário Oficial do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral(TRE-SP) que acatou ação judicial para que Sassá do Posto (PPS) assumisse a cadeira de Amarildo de Oliveira (sem partido), a Mesa Diretora da Câmara Municipal considerou cassado o mandato do apresentador de televisão, que não participou da sessão extraordinária de ontem.

José Roberto Segalla (DEM) fez um discurso saudando Amarildo e criticando a decisão da Justiça Eleitoral. “Fica a minha manifestação de carinho pelo vereador comprometido com a cidade e leal ao grupo de oposição. Se alguém exerceu o mandato com fidelidade, esse alguém foi ele”.

O demista disparou críticas ao PPS, que, após três anos e meio na oposição ao governo Rodrigo Agostinho (PMDB), embarcou na arca de aliança pela reeleição do prefeito, o que teria motivado a desfiliação de Oliveira. “O partido dele é que não foi fiel. Ficou como um limpador de para-brisa, de um lado para o outro”.

Moisés Rossi (PPS) ficou incomodado com as críticas e alegou que a sigla, junto com 82% da população, teria apenas reconhecido o bom trabalho desempenhado por Agostinho. “O PPS não mudou de lado. Nosso lado é o socialismo e o Rodrigo fez governo social.”

O vereador disse ainda que nem Segalla nem Amarildo teriam propriedade para analisar a conduta do PPS. “Nunca se deram ao trabalho de participar de uma reunião”.

Segundo Rossi, Oliveira nunca seguiu as diretrizes traçadas pelo partido. “A prova mais evidente disso é que ele nunca sentou ao meu lado durante as sessões. Sempre ficou do lado daquele que o defende. E continuaria assim. Ele saiu do PPS porque quis”. Moisés não esqueceu de que Amarildo negou apoiá-lo para a presidência da Câmara e disparou que, caso Sassá assumisse, pela primeira vez o partido teria duas cadeiras na Câmara.

 

Comentários

Comentários