Regional

Coleta seletiva pede passagem

Rita de Cássia Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Atlas de Saneamento 2011, revela, dentre outras coisas, que de 2000 a 2008 houve um aumento no número de municípios que realizam coleta seletiva de lixo.

O percentual de municípios brasileiros que ofereciam este serviço registrou crescimento, passando de 8,2% em 2000, para 17,9% em 2008, valor ainda considerado baixo. Dentre as cidades que realizavam a coleta seletiva, apenas 38% o faziam em todo o município.

No estudo, observou-se ainda, grandes disparidades regionais, pois este serviço estava concentrado nas regiões sudeste e sul do Brasil, que alcançaram um percentual acima de 40%, enquanto nas demais regiões não chegava a 10%.

Na região, grande parte das cidades já tem o serviço de coleta seletiva implantado. Alguns estão implantando e outros, têm a coleta somente em parte da cidade.

Na cidade de Agudos, a coleta seletiva acontece desde 2009 com caminhão coletor, barracão para armazenar o material e outro espaço, para acomodar pneus usados.

Cestos de lixo instalados pelas ruas, avenidas, escolas e postos de saúde garantem que mesmo fora de casa, a população tenha a opção de beneficiar o meio ambiente.

Em Bocaina, o serviço de coleta seletiva ocorre uma vez por semana e cobre 1/3 da cidade. A aquisição de um caminhão gaiola, prevista para o próximo ano, poderá mudar o panorama, fazendo com que a coleta cubra o município todo. Lá, há coleta de resíduos do couro, eletrônicos e pneus. 

Na cidade de Macatuba, a coleta seletiva é batizada de “Lixo Rico”. Cerca de 20 catadores recolhem o lixo, aproximadamente uma tonelada por dia. Vendem e o total arrecadado é dividido entre os trabalhadores. Eles conseguem ganhar até um salário mínimo.

Em Pederneiras, a coleta de reciclável vai ser implantada no próximo ano. Um projeto desenvolvido pela prefeitura desde 2007 conquistou um recurso para que o serviço seja implantado na cidade toda. A previsão é que no primeiro semestre de 2013, a cidade tenha a recolha do reciclável.

A bióloga responsável pelo meio ambiente do município,  Lázara Gazzetta explica que a Funasa/Ministério da Saúde liberou um recurso no valor de R$ 150 mil que é a contrapartida. “O projeto está orçado em R$ 308 mil, aproximadamente. Estamos construindo o barracão. Junto dele tem a estrutura de apoio que é o refeitório, um escritório e sanitários.”

O barracão está em construção porque a 1ª parcela do recurso foi liberada. “A obra está adiantada. Nós não implantamos ainda porque a estrutura necessária não está pronta. A coleta seletiva tem que estar bem embasada, mesmo assim sabemos, por experiência de outros municípios que teremos problemas. Temos que intensificar o trabalho de educação ambiental. Não podemos disponibilizar um serviço se falta um elo da cadeia. Temos que ter o veículo, as pessoas, o barracão, tudo tem que estar pronto. Do contrário, as pessoas ficam desmotivadas e o projeto não vinga.”

De acordo com a bióloga, a coleta do lixo orgânico acontece todos os dias no período da manhã. “Estamos estudando ainda. Podemos optar pela seletiva no período vespertino ou em dias alternados.”

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