No mesmo padrão dos municípios brasileiros, a cidade de Bocaina (69 quilômetros de Bauru) tem coleta de lixo seletiva somente em um 1/3 de seu território. O serviço é semanal e foi implantado em 2010. Para o próximo ano está previsto a ampliação da cobertura.
Para coletar o reciclável de toda a cidade, na opinião do diretor municipal de meio ambiente, Plínio Roberto de Freitas Marques falta um caminhão adequado, tipo gaiola. “Não conseguimos concluir porque não temos um caminhão específico, fazemos a coleta com um caminhão basculante. O reciclável é volumoso, porém não pesado.”
A secretaria estadual do meio ambiente, segundo o diretor, sinalizou com o recurso para a aquisição do caminhão. “Está sinalizado, mas o recurso ainda não foi depositado. Assim que for depositado, faremos a licitação e então poderemos cobrir o restante da cidade.”
A coleta seletiva é uma parceria com uma empresa da própria cidade. “A coleta é feita aos sábados. O caminhão é disponibilizado e a empresa paga os coletores em número de quatro. A empresa patrocinou os folders para orientar os moradores e os sacos de ráfia onde as pessoas depositam o material.”
A receita é bem caseira. Cada morador recebeu dois sacos de ráfia e neles depositam o reciclável. No sábado, colocam na rua e o coletor descarrega o material no caminhão e devolve o saco. “Esse material é conduzido para a central de reciclagem nossa onde ele é triado. Plástico separado de alumínio, papel , etc. Depois de separado, o material é vendido.”
Semanalmente, são coletados dois caminhões basculantes cheios. “Uma média de três toneladas por semana. É um lixo volumoso porém não pesado. A coleta de óleo é feitas nas escolas municipais. As crianças levam o óleo usado de casa. O trabalho é feito pelas APMs que vende para empresas recicladoras e indústria de sabão. Com o recurso arrecadado, eles compram material didático, fazem festa junina e cobrem algumas despesas.”
PEV recebem pneus e lixo eletrônico
A cidade de Bocaina foi contemplada nas últimas quatro edições com o selo de município Verde/Azul. “Essas ações nos qualificaram para conquistar o selo. Além da coleta seletiva contamos com o posto de entrega voluntária (PEV). Os pneus inservíveis são recebidos pela prefeitura e recolhidos por uma empresa.”
Segundo Plínio Marques, a prefeitura tem um contrato com uma empresa , criada pela indústria pneumática para não gerar resíduos. “A prefeitura disponibiliza um local adequado coberto, recebe os pneus. Quando completa uma carga entra em contato com a empresa que envia um caminhão que carrega para a reciclagem. Mandamos em torno de 30 toneladas ano.”
Cerca de 70% da carga de pneus são de caminhão. “Temos uma usina aqui e muito caminhão, o que gera o descarte constante de pneus. Aproximadamente, 70% da carga é pneu de caminhão. O importante é que não gera custo para o município. Nosso custo é operacional.”
O PEV de lixo eletrônico e do couro também estão implantados no munícípio. “A prefeitura recebe lixo eletrônico e resíduos da indústria coureira. Empresas de pequeno porte mandam para a prefeitura os resíduos que são pesados e eles pagam uma taxa equivalente ao transporte e aterro em Guatapará.”