Hoje, mês de dezembro, a poucos dias para a comemoração cristã, a tão recepcionada data especial para rever os sonhos e refazer a alma com luzes de alegria, infelizmente as perspectivas exibidas nos noticiários nos trazem lamentos.
Como não se comover com a morte de pequeninos estudantes que tiveram suas vidas tiradas por um espírito insano e cruel que mostrou a cara do que vivenciamos hoje: pessoas apáticas sem ter amor ao seu semelhante. Me parece que esse dilema soa anti-natalino, pois cada vez mais o sentido da vida se perde e o "amai o próximo como a si mesmo" parece não ter mais valia.
É triste ver não o fim do mundo fictício, mas sim a perda da essência do homem, que se embriaga cada vez mais pela sede do consumismo exacerbado e pelo menosprezo de atitudes fraternais, que poderiam refazer o mundo cheio de ternura, e assim pudéssemos comemorar os festejos de braços abertos a chegada de um futuro mais humano e cheio de esperanças.
Priscila Penteado Borgo