O brasileiro é sofrido. O corintiano também. Nada vêm de graça, tudo tem seu peso. Nada é fácil, até o último instante! Além de vencer, tem que provar por que venceu. Seus concorrentes sempre duvidam. É assim com o brasileiro, seja na ciência, nas artes, na economia, no esporte e, por que não, na vida. Corintiano sofre, com tudo. Sofre com a busca do melhor. Sofre na alegria, sofre na tristeza. O brasileiro também. Em sua maioria são pobres, acho que daí vem o sofrimento. Nada cai do céu. Durante anos execrados, motivo de piada, submundo, terceiro mundo... Que coincidência. Ambos vêm sorrindo num mar de rosas há anos. Pra ver seu time, corintiano faz empréstimo, vende o carro, larga o emprego, atravessa o mundo! O brasileiro também, ou vai me dizer que nunca fez empréstimo, nunca parcelou a perder de vista!
Até acredito que nunca fez, ou nem precise fazer. Mas você é minoria. O brasileiro vive na pindura. Corintiano também. Mas pobre ou rico, a intenção é a mesma: busca da alegria. Intenção que sempre é intensa. Não tem conversa. São intensos do início ao fim. Chora e sorri ao mesmo tempo. Mas sempre ali, na fé. Sempre ali, achando que tudo vai dar certo! E dá! O brasileiro vive a vida. O corintiano também. Vive todo momento como se fosse o último. Sempre acredita, não desiste nunca. O Brasil vem conquistando o mundo. O Corintiano também. Jogai por nós, amém!
Fábio Maffei