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Corinthians: Nos braços da Fiel

Da Redação
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A expectativa era de que a chegada do Corinthians parasse São Paulo ontem. Em parte, foi isso que aconteceu. Porém, a festa pela conquista do bicampeonato mundial acabou sendo mais discreta e confusa do que o imaginado e, até mesmo, que o planejado pelo próprio clube. A comemoração, que previa uma visita à prefeitura e um percurso maior do trio elétrico contratado para o desfile dos jogadores, foi reduzida por causa do cansaço dos atletas, após mais de 30 horas de viagem desde o Japão.

Apesar das mudanças de planos na recepção ao Corinthians - que fez a festa acabar perto do meio-dia, horário em que estava prevista para começar -, grande parte do torcedores que foram às ruas pôde celebrar o título junto aos jogadores, que ficaram emocionados com o carinho dos fiéis corintianos. Mas uma parte da turma, que escolheu ir para o ponto final da comemoração (a Praça Heróis da FEB), acordou cedo, esperou horas e não viu os campeões. Aproximadamente cinco mil pessoas tiveram de correr até a Praça Campo de Bagatelle para ver apenas o atacante Emerson falar uns palavrões, provocar rivais e se despedir às 11h50 (leia abaixo, à direita da página).

“Obrigado galera. Infelizmente estamos muito cansados da viagem, de tudo e temos de ver mamãe e papai”, disse Emerson, antes de entoar um “Aqui tem um Bando de Loucos, louco por ti Corinthians”. Dez minutos após o anúncio, a delegação já estava dentro do ônibus, rumo ao CT do Parque Ecológico para fazer uma breve visita aos funcionários.


Tempo reduzido

A celebração durou cinco horas, da chegada da delegação até o retorno ao CT do Parque Ecológico para uma festa com os funcionários do clube. O avião da companhia Lufthansa, que deixou Frankfurt na segunda-feira, aterrissou no Aeroporto Internacional de Guarulhos às 6h58 (a previsão para a chegada era de 7h05). Uma bandeira do Corinthians na parte externa da aeronave assegurava que aquele era o voo esperado por cerca de 300 torcedores, que, no fim da madrugada, já estavam na área externa da Base Aérea de São Paulo.

A ideia de fazer o time sair bem longe do terminal de passageiros do aeroporto funcionou. O esquema preparado pela Infraero evitou problemas como o do embarque da delegação corintiana, no dia 3 de dezembro.

Ontem, sem qualquer confusão no aeroporto, o capitão Alessandro foi o primeiro jogador a colocar os pés em solo brasileiro. Junto ao corpo, trazia o símbolo da vitória no Japão: a taça de campeão do Mundial, conquistada no último domingo com a vitória sobre o Chelsea em Yokohama. Ainda na pista de Cumbica, a delegação foi recebida pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), que outorgou ao clube a Medalha do Mérito Esportivo pela conquista.

Enquanto o Corinthians chegava, uma primeira mudança de planos na comemoração era confirmada. Ao contrário do que havia sido divulgado na noite de segunda-feira, o elenco não mais sairia de Guarulhos rumo ao centro de São Paulo, onde encontraria o prefeito Gilberto Kassab (PSD), para depois seguir à sede do 2º Batalhão de Choque da PM, por volta das 12h. A viagem cansativa fez a visita à sede da prefeitura ser cancelada e o time seguiu diretamente para o bairro da Luz.

Eram 8h30 quando os dois ônibus pretos estacionaram em frente à sede do 2º Batalhão de Choque. No prédio histórico da rua Jorge Miranda, os jogadores e o técnico Tite foram recebidos por Gilberto Kassab e foram tietados por vários policiais militares. O prefeito da cidade entregou uma placa ao presidente do clube, Mario Gobbi.

Quando o grupo deixou a sede do 2º Batalhão de Choque - com Alessandro, sempre, como guardião da taça -, a festa com a torcida começou de fato. Eram poucos os torcedores, afinal, o horário da saída havia sido antecipado em três horas. Os fanáticos corintianos invadiram a pista da Avenida Tiradentes sentido Marginal Tietê e cantaram, soltaram rojões e se divertiram com seus campeões.

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