Política

Secretários falam ao JC


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A maior parte da coleta de informações do JC antes da última reunião do secretariado no atual mandato veio acompanhada da promessa de não identificação. Mas alguns falaram com naturalidade sobre os rumos do governo.

O titular de Obras, Eliseo Areco Neto, comentou que a pasta terá menos dinheiro do que é preciso para concluir o programa de pavimentação e ainda não tem solução orçamentária para ações estruturais importantes, como desapropriações e o fechamento de bairros em 70 quadras de asfalto.

“Nós temos um orçamento para 2013 onde falta R$ 10 milhões para fazer o programado. O próximo secretário terá dificuldades. Será preciso buscar dinheiro fora, nos outros governos. A Secretaria de Obras também vai precisar urgente de reposição de equipes. Vamos perder profissionais importantes, que já são poucos, por aposentadoria”, conta Areco em tom de despedida.

Ele é convidado a ficar, mas já disse ao prefeito que aceitaria discutir projeto para a Secretaria de Planejamento (Seplan). “Não tem nada definido. Acho que é preciso uma boa conversa com o prefeito para saber se é possível a reestruturação da Seplan”, adiantou. Rodrigo Said confirmou ontem que volta para a iniciativa privada.

O secretário de Saúde, Fernando Monti, também falou que descarta ficar até o final do segundo mandato. “Eu disse ao prefeito que será preciso concluir o projeto de distritalização da saúde que já está em andamento. Mas eu não vislumbro não, no meu projeto pessoal, ficar até o final do segundo governo. Acho que completado o projeto em andamento, eu terei de cuidar de outros projetos profissionais”, contou.

A agilidade da máquina, com ajustes em funções, na estrutura de funcionamento e na “cultura” do servidor público, com melhoria na qualidade da prestação do serviço, é visto por Monti como um desafio de “todos os prefeitos”.

Valcirlei Gonçalves, da Semma, acha que é preciso definir se alguns serviços, como de limpeza pública, ficam ou não com a pasta. “É preciso definir porque isso afeta o planejamento de trabalho. Eu preciso dos 15 fiscais que passaram no concurso para poder iniciar trabalho que está muito defasado. Mas é preciso resolver sobre a coleta seletiva e estruturar a área de projeto, porque a Semma não consegue fazer seu serviço e elaborar projetos para captar recursos fora”, disse.

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