Lí e me emocionei ontem com a matéria do JC a respeito da Associação Luso Brasileira de Bauru, ou melhor, da Luso. Cresci dentro da Luso, desque quando existia aquele barracão de madeira e lá estava a lanchonete do Pico e da Lourdes, com seu bolinho de bacalhau inesquecível. E no clube praticava judô, onde, no mesmo salão que aconteciam os bailes, eram colocados, durante o dia, os tatames.
Foi lá também que fiz natação, com o professor Gordinho, e fiz tênis, com o prof. Rubão, e judô. Frequentei a sauna, cuidada pelo Osvaldo, e frequentei o ginásio, aos olhos do Cride, que a todos vigiava.
Tudo isso na infância e adolescência, e, em todos os momentos, por incrível que pareça, quando minha mãe ou meu pai ou avô iam me buscar, na portariam, o sr. Albino e sr. Antonio (ambos que conheciam a todos pelos nomes) sempre sabiam, sem saírem da portaria, onde exatamente eu estava. Me considerava seguro e cuidado, como se ali fosse minha casa e todos de lá, minha família.
Já "adulto" continuei a convivência na Luso, ajudando nas áreas culturais e sociais, compartilhando, na diretoria, com Veríssimo, Regis Coelho, entre outros, sempre sob os olhos de Salomão e de Rodrigues, com a ajuda inestimável da secretaria toda, nas pessoas do Erba, do Edson, e dos demais componentes do clube, funcionários, diretores, que eram muitos e, aqui com medo de esquecer de algum, não vou nominá-los, sem porém deixar de afirmar que todos foram muito importantes na formação da minha vida. Esses "Meninos da Luso" nunca deixarão minha mente.
Roberto Rufino Junior