Internacional

Obama vai propor restrição de armas

Folhapress
| Tempo de leitura: 2 min

Washington - O presidente Barack Obama anunciou ontem que proporá medidas concretas para o controle de armas nos EUA e submeterá um plano ao Congresso em janeiro.

A declaração é a mais forte de Obama desde o assassinato de 20 crianças e seis adultos por um atirador em uma escola de Newtown (Connecticut) na sexta-feira da semana passada.

Até então, o presidente falara apenas em “ações significativas” e, via porta-voz, em apoio a planos alheios, sem tocar no controle de armas.

“Desta vez, as palavras levarão à ação”, afirmou Obama, aludindo a episódios passados em que a pressão por maior controle de armas após um massacre se dissipou na agenda política.

O vice-presidente Joe Biden coordenará esforços das diferentes agências do governo nas próximas semanas para elaborar uma proposta que evite ataques como o de Newtown e outras mortes por arma de fogo, informou Obama, acrescentando que o plano incluirá ainda medidas para melhor diagnóstico e tratamento de doenças mentais.

Nos últimos dias, o presidente contatou membros de seu gabinete e representantes da bancada pró-armas para debater possíveis soluções.

Uma ideia que ele disse apoiar é a proposta da senadora Dianne Feinstein para restituir uma lei vetando a venda de armas automáticas e semiautomáticas. Outra é a restrição na venda de munição, aventada pela Califórnia, e a exigência de investigação de antecedentes - medida com grande apoio popular.

O presidente não levantou, contudo, a hipótese de anular a Segunda Emenda, que desde 1791 garante nos EUA o direito de portar armas e é apoiada pela maioria dos republicanos e por muitos democratas (sobretudo no Sul e no Meio-Oeste) como garantia de liberdade individual. “O que buscamos aqui é algo que diga: podemos proteger a Segunda Emenda, proteger os fabricantes, para que continuem no negócio, mas levar a sério o lado da segurança. Asseguraremos que algo como Newtown não aconteça de novo”, afirmou.

Ontem, pesquisa feita pelo instituto ORC International para a rede CNN apontou que 52% dos americanos querem restrições rígidas ao porte de armas ou a proibição total.

Comentários

Comentários